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Pacheco afasta possibilidade de 'CPI da Covid' e diz que governo federal poderia ter sido mais ágil com vacinas

O Globo
·2 minuto de leitura

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afastou, nesta segunda-feira (1º), a possibilidade de abertura de uma CPI destinada a apurar ações e omissões do governo federal no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus. Em entrevista ao programa "Roda Viva", da TV Cultura, Pacheco afirmou que "faltou agilidade" para assegurar vacinas, mas que confia no cronograma apresentado pelo Ministério da Saúde, de vacinar todos os brasileiros até o fim do ano.

Ao longo da entrevista, Pacheco evitou críticas diretas ao presidente Jair Bolsonaro. Questionado sobre a CPI da Covid, que tem assinatura de 31 senadores, disse que não quer ver o "circo pegar fogo" e que a instalação da comissão seria "contraproducente", pois as comissões temáticas estão paradas em função do trabalho remoto no Senado. Para que o Senado instaure uma CPI são necessárias assinaturas de 27 parlamentares. O presidente da Casa não tem prazo para responder a esse pedido.

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— Quando você fala a respeito da pandemia, o que temos que ter neste momento é o equilíbrio de entender que ações efetivas podem ser tomadas independentemente das CPIs — afirmou o presidente do Senado. — A avaliação que farei não é se prejudicaria a presidência ou não, mas se é necessário (abrir a CPI). Isso será avaliado à luz desses critérios. Mas não há prazo, vamos avaliar o andamento.

Questionado sobre qual foi o erro do governo durante a pandemia do novo coronavírus, Pacheco respondeu que o Executivo poderia "ter sido mais ágil na questão da vacinação". Na sequência, porém, disse que o problema não foi registrado só no Brasil:

— Houve o mesmo problema em diversos outros países, essas dificuldades são próprias de uma pandemia que pegou todos de surpresa.

O presidente do Senado disse que é preciso separar "o que o presidente fala" e "as políticas do governo". Pacheco diz ser a favor do uso de máscara e contra aglomerações. Questionado se faria uso de medicamentos, como a hidroxicloroquina, defendida por Bolsonaro como tratamento precoce, mas sem evidências científicas de que funciona, o parlamentar respondeu:

— Tomaria se um médico falasse, na minha frente (que deve tomar os remédios), por obediência ao médico