Mercado fechado
  • BOVESPA

    121.113,93
    +413,26 (+0,34%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    48.726,98
    +212,88 (+0,44%)
     
  • PETROLEO CRU

    63,07
    -0,39 (-0,61%)
     
  • OURO

    1.777,30
    +10,50 (+0,59%)
     
  • BTC-USD

    61.061,48
    -786,71 (-1,27%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.398,97
    +7,26 (+0,52%)
     
  • S&P500

    4.185,47
    +15,05 (+0,36%)
     
  • DOW JONES

    34.200,67
    +164,68 (+0,48%)
     
  • FTSE

    7.019,53
    +36,03 (+0,52%)
     
  • HANG SENG

    28.969,71
    +176,57 (+0,61%)
     
  • NIKKEI

    29.683,37
    +40,68 (+0,14%)
     
  • NASDAQ

    14.024,00
    +10,00 (+0,07%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,6943
    -0,0268 (-0,40%)
     

Países de renda média enfrentam desafios para pagar por vacinas

James Paton e Andrea Jaramillo
·4 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A Colômbia já pagou um alto preço pela pandemia, com mais de 61 mil mortes causadas pela Covid-19. Agora, o país enfrenta outro custo: cerca de US$ 850 milhões para imunizar a população.

África do Sul, Colômbia e outros países de renda média duramente atingidos pela Covid entram na fila atrás dos mais ricos para comprar vacinas na esperança de evitar mais sofrimento. Buscaram doses mais baratas da AstraZeneca, bem como vacinas muito mais caras como a da Moderna.

Com um orçamento anual de saúde de apenas US$ 10 bilhões para cerca de 50 milhões de habitantes, a Colômbia é um dos muitos países com dificuldades para pagar por essas imunizações. Organizações de saúde dizem que farmacêuticas têm vantagem na hora de negociar com governos cujos recursos são limitados e não cumprem os requisitos para receber doses gratuitas.

Sem os meios e capacidade de produção de nações ricas como os Estados Unidos e Reino Unido, os países de renda média precisam urgentemente de vacinas para reativar as economias e superar a pandemia, mas com um orçamento para a saúde apertado há anos.

Países como a Colômbia “estão contra a parede”, disse Carolina Gómez, cofundadora de uma organização da Universidade Nacional da Colômbia, que trabalha para garantir o acesso a medicamentos e tecnologia em saúde. “Eles não têm escolha a não ser se submeter ao que dizem as farmacêuticas.”

Covax

A Covax, um programa que visa distribuir vacinas equitativamente, ajuda muitos países pobres a terem acesso a imunizações, fornecendo doses financiadas por doadores. Mas não pode cobrir os custos de países como a Colômbia ou fornecer o suficiente para proteger a maior parte da população de uma nação.

Por isso, a Colômbia fechou acordos diretos com a Pfizer, Moderna, AstraZeneca, Johnson & Johnson e Sinovac Biotech para complementar suas compras via Covax. O país fechou um acordo para comprar 10 milhões de doses das parceiras Pfizer e BioNTech a US$ 12 cada, segundo registros regulatórios.

O governo pagará cerca de US$ 295 milhões por 10 milhões de doses de Moderna, segundo documentos do Ministério da Fazenda citados por pesquisadores da Pontifícia Universidad Javeriana, em Bogotá. Isso equivale a quase US$ 30 por dose, embora possa incluir despesas de logística. O custo de 20 milhões de doses por meio da Covax chega a cerca de US$ 225 milhões. Os números levam em consideração alguns custos de transporte. Autoridades não quiseram fornecer mais detalhes.

Os países de renda alta e média pagarão mais do que os países de baixa renda pela vacina da Pfizer, mas com um desconto significativo em relação aos “benchmarks normais” durante a pandemia, disse a empresa. A Pfizer disse que não lucrará com o fornecimento aos países mais pobres. A Moderna não respondeu aos pedidos de comentário.

A Colômbia registrou 2,3 milhões de casos de Covid, ou cerca de dois em cada 100 em todo o mundo. Restrições mais rígidas nas principais cidades, devido ao aumento das infecções no início do ano, dificultam a recuperação econômica, e o governo planeja aumentos de impostos e cortes de gastos.

As nações de renda média enfrentam “um dilema particular”, disse Anna Bezruki, pesquisadora do Centro de Saúde Global do Instituto de Pós-Graduação para Estudos Internacionais e do Desenvolvimento em Genebra. Com os gastos em vacinas, “você está pegando uma grande fatia do bolo” que poderia ter sido destinada a outras prioridades de saúde, disse.

África do Sul

A AstraZeneca e sua parceira, a Universidade de Oxford, se destacaram como fornecedores-chave para países de baixa renda, prometendo não obter lucro. No entanto, a vacina enfrenta questões de segurança e eficácia e vários países da União Europeia suspenderam o uso por causa de preocupações sobre coágulos sanguíneos. A AstraZeneca disse que a análise de milhões de registros não mostrou nenhuma evidência de maior risco, e a Organização Mundial da Saúde também apoia a vacina.

A África do Sul, que orçou até 19,3 bilhões de rands (US$ 1,3 bilhão) para vacinar dois terços da população, enfrenta dilema semelhante. Depois que um pequeno estudo indicou que a vacina da AstraZeneca oferecia proteção mínima contra casos leves a moderados causados por uma nova variante, teve que mudar de curso.

As despesas para países como África do Sul ou Colômbia podem não parecer altos em comparação com o tamanho de suas economias e o custo geral da pandemia, mas criam mais desafios para esses governos.

Os preços que alguns países de baixa renda estão pagando por vacinas são “excessivos”, disse Lawrence Gostin, professor de direito de saúde global da Universidade Georgetown, chamando-os de “preços extorsivos para um produto de que precisam desesperadamente para a recuperação de suas próprias economias”.

For more articles like this, please visit us at bloomberg.com

Subscribe now to stay ahead with the most trusted business news source.

©2021 Bloomberg L.P.