Países latino-americanos imitam a "Black Friday" dos EUA

Redação Central, 23 nov (EFE).- Vários estabelecimentos na América Latina imitaram com sucesso nesta sexta-feira a famosa "Black Friday" dos Estados Unidos, a tradicional abertura da temporada de compras natalinas na qual as lojas oferecem atrativos descontos para atrair os consumidores.

Embora com menos efusividade que nos EUA, onde uma multidão de pessoas se aglomerou nas imediações das lojas antes da abertura, os estabelecimentos latino-americanos souberam aproveitar a ideia e viram substancialmente aumentada sua afluência de clientes.

Apesar de nunca ter sido uma tradição no Brasil, algumas redes de eletrodomésticos e as maiores lojas pela internet se somaram hoje à iniciativa e ofereceram descontos especiais para diferentes produtos.

Os descontos inclusive foram anunciados nos principais jornais e reunidos em um site comum (www.blackfriday.com.br).

No México muitos adotaram este costume americano, posterior ao dia de Ação de Graças, e alguns mexicanos chegaram até a cruzar a fronteira para comprar artigos e presentes natalinos.

De acordo com o pesquisador do Colégio da Fronteira Norte (Colef), Alejandro Díaz Bautista, em média, um mexicano gasta cerca de US$ 300 neste dia para aproveitar os descontos, que oscilam entre 20% e 80% em lojas de San Diego, nos EUA.

Desde o ano passado, o México criou uma iniciativa similar, na qual os estabelecimentos oferecem as melhores ofertas do ano durante quatro dias a partir de 15 de novembro, com as quais buscam impulsionar o consumo interno.

Os equatorianos, embora em menor medida, também não perderam a chance de copiar a ideia apesar de a terem transferido para a próxima segunda-feira, quando os comerciantes oferecerão descontos especiais em compras pela internet.

Na Colômbia, vários supermercados e lojas de departamento ofertaram grandes descontos em produtos e em compras telefônicas e pela internet, que se estenderão até segunda-feira.

Em todos os países, os órgãos de defesa do consumidor foram unânimes ao alertar às pessoas para que revisem se realmente existe uma oferta em relação ao preço usual dos produtos. EFE

Carregando...