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País tem saldo positivo no emprego formal em 2020, mas não recupera vagas perdidas na pandemia

FÁBIO PUPO
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*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 26.03.2019 - Feirão do emprego no vale do Anhangabaú. (Foto Danilo Verpa/Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 26.03.2019 - Feirão do emprego no vale do Anhangabaú. (Foto Danilo Verpa/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O Brasil encerrou 2020 com geração líquida (contratações menos demissões) de 142.690 empregos formais, segundo os dados divulgados nesta quinta-feira (28) pelo Ministério da Economia.

Apesar do saldo positivo, os resultados mostram que não foram recuperadas as vagas perdidas pelos efeitos da pandemia do coronavírus, que levaram a um fechamento de 1,6 milhão de postos de março a junho, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

O país eliminou empregos formais em março (-271 mil), abril (-948 mil), maio (-366 mil) e junho (-24 mil); e voltou a gerar postos em julho (geração de 140 mil), agosto (com saldo positivo de 244 mil), setembro (criação de 314 mil), outubro (com abertura de quase 389 mil) e novembro (414 mil vagas).

Já o resultado de dezembro foi de corte de 67.907 postos de trabalho, revertendo a tendência de crescimento observada desde julho -o último mês do ano é tradicionalmente de fechamento das vagas abertas para a temporada.

No ano, houve 15.166.221 admissões e 15.023.531 desligamentos.

Os dados reforçam ainda a diferença de comportamento no mercado de trabalho entre empregos formais e informais, já que a taxa de desemprego medida pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) foi de 14,1% no trimestre encerrado em novembro de 2020. Essa é a taxa mais alta para o período desde o início da série (em 2012).

Enquanto o Caged mede apenas o mercado formal, regido pelas regras da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), os dados do IBGE são mais amplos e pesquisam também o mercado informal.

Os números mostram que o ano teve perdas de empregos no auge da crise, de março a junho, e depois começaram a se recuperar -até a queda observada no mês de julho.

O resultado de dezembro ainda não tem ajuste de declarações feitas fora do prazo, o que, combinado com um maior atraso observado nas informações prestadas por empresas neste ano devido à Covid e a uma mudança na metodologia em 2020, deve levar a alterações nos números a serem observadas nas próximas divulgações.