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Site público expõe 426 milhões de dados pessoais, CNPJs e placas de veículos de brasileiros, diz empresa de segurança digital

·2 minuto de leitura

Um site público expôs cerca de 426 milhões de dados pessoais de brasileiros e 109 milhões de informações de CNPJs e placas de veículos. O alerta foi feito laboratório especializado em segurança digital da PSafe (dfndr lab). A empresa de segurança diz, no entanto, que não fará a divulgação do endereço eletrônico do site que contém estes dados "por questões éticas, legais e de ciberseguranca",embora o portal ainda permaneça no ar.

A empresa informou que "assim que identificou a indexação suspeita, a equipe de segurança da PSafe iniciou uma análise das informações necessárias e elaborou um relatório e encaminhou à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD)". Procurada, a ANDP não respondeu aos questionamentos sobre as medidas adotadas para mitigar o vazamento de dados.

De acordo com a Psafe, o site em que esse possível incidente foi verificado foi detectado pelo sistema de monitoramento de vazamentos de dados em tempo real que utiliza Inteligência Artificial (I.A.) para fazer varreduras constantes na internet aberta, deep web e dark web.

O banco de dados oferece acesso para que qualquer pessoa com acesso à internet possa encontrar e consultar as informações lá expostas, bastando acessar o site e fazer uma busca pelos dados desejados. Nele constam informações como: nome, CPF, endereço, gênero, data de nascimento, e-mail e até a renda de pessoas físicas.

Há ainda informações referentes a contratos com empresas de telefonia e TV por assinatura, como número de telefone fixo e móvel, tipo de plano contratado, data de contratação, número de contrato e forma de pagamento.

Para Emilio Simoni, executivo-chefe de segurança do PSafe, a exposição destes dados aumenta os riscos para utilização indevida de dados e aplicação de novos golpes:

– Estamos falando de uma super base, provavelmente enriquecida a partir do compilado de outros possíveis vazamentos. Esse banco de dados engloba os principais dados pessoais, expondo diversas informações pessoais. Nas mãos dos cibercriminosos, esses dados são um prato cheio para a aplicação de golpes de engenharia social, que é quando os golpistas utilizam essas informações para enganar as vítimas a tomar uma ação que irá prejudicá-la – avalia Simoni.

O executivo alerta também sobre os perigos que este nível detalhado de informações pode gerar nas mãos de pessoas mal intencionadas:

– Precisamos ficar atentos às nossas contas bancárias. É possível que surjam empréstimos, contratação de serviços, compras e até acessos não-autorizados em nosso nome. Estamos todos à mercê dos cibercriminosos. De posse indevida desses dados, é possível até mesmo que criminosos abram empresas e contas falsas em redes sociais para a aplicação de golpes – completa.

Como as pessoas podem se proteger?

Confira algumas dicas sobre como se proteger e ficar atento após o vazamento de dados:

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