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Pão não é o vilão das dietas, garante chef

Regiane Jesus
·2 minuto de leitura

RIO — O pão nosso de cada dia é visto como vilão por quem briga com a balança. Mas a culpa pelos eventuais quilinhos a mais não é do alimento bíblico. Pelo menos é o que garante o chef e mestre padeiro Marcelo Horta. Entusiasta da fermentação natural, o morador da Tijuca aponta que a guloseima, preparada sem a utilização do fermento industrializado, é saudável e menos calórica do que a versão tradicional. O proprietário da Cozinha Crunch, no Estácio, explica a diferença entre os produtos:

— O fermento industrializado só tem a função de fazer o pão crescer. Já a fermentação natural, preparada de forma artesanal, não tem aditivos químicos; portanto, faz bem ao organismo. A culpa, por exemplo, da sensação de inchaço que aparece após o consumo do pão é causada pelo processo de fermentação não natural. O meu maior objetivo é que as pessoas entendam que existe uma panificação saudável e que dá para comer pães e outras massas sem colocar a saúde em risco.

A fermentação natural é utilizada por Horta também na fabricação de outros produtos.

— Além de uma variedade grande de pães, temos uma linha de pizzas. A Cozinha Crunch é uma das maiores panificadoras sem glúten do Rio. Fornecemos para restaurantes e lanchonetes. Todas as nossas massas são feitas com fermentação natural, nas versões com ou sem glúten — diz.

O mestre padeiro ministra também cursos para os interessados em aprender como fazer o fermento natural.

— Eu montei uma escola de panificação para ensinar esta técnica e contribuir para que seja popularizada. Atualmente, todos os cursos que ofereço acontecem no formato remoto — observa.

Ex-executivo do ramo de TI (Tecnologia da Informação), Horta sempre sentiu o desejo de trabalhar com gastronomia. O sonho foi realizado em 2015, quando deu adeus à antiga profissão.

— Já cumpri minha missão em TI. Agora só quero saber de estar com a mão nas massas saudáveis — afirma Horta.

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