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Pânico | Qual o melhor filme da franquia?

·6 minuto de leitura

Pânico teve um grande impacto quando estreou em 1996 não apenas por ser o “novo” filme de Wes Craven, mas por conseguir criar um terror cujo final era completamente imprevisível segundo os padrões do gênero na época. O sucesso estrondoso do falso filme A Facada (Stab) mostrado a partir de Pânico 2 é um reflexo real de quão bem-sucedida foi a franquia, que dialogou com o público de uma forma que (muito) raramente vemos.

De lá para cá, a franquia ganhou três sequências em 1997, 2000, 2011; agora, ela aguarda um quinto capítulo cuja estreia está agendada para 2022. Mas qual o melhor Pânico lançado até o momento? Bom, isso depende. O melhor para assistir pela primeira vez, claro, é o primeiro. O melhor no sentido de revolucionar o cinema também é óbvio, já que a estreia da franquia ditou a fórmula maleável que se repete nos demais filmes.

Elenco central do primeiro Pânico (Imagem: Reprodução/Dimension Films)
Elenco central do primeiro Pânico (Imagem: Reprodução/Dimension Films)

É difícil ordenar qualitativamente uma franquia tão bem pensada como a do Ghostface e seria possível dizer que a ordem qualitativa coincide com a ordem de estreia, porque a complexidade dos filmes se amplia a cada produção pelo incrível acúmulo de ensinamentos. Entretanto, é inegável que os filmes sofreram as provas do tempo e, hoje, algumas coisas já começam a parecer fora de tom.

Tendo isso em mente, organizamos a lista pensando em quais filmes soam melhores para o público contemporâneo, atual, que é justamente aquele que está prestes a presenciar a estreia do primeiro filme da franquia que não será dirigido pelo mestre Wes Craven. Mas antes que você pense que estamos causando polêmica, lembre-se: as opiniões expostas aqui devem servir para refletir e ampliar as discussões sobre o filme. Caso você discorde da ordem proposta, aproveite o espaço dos comentários para fazer seu próprio ranking e dizer qual é o melhor Pânico segundo as suas experiências. Afinal, a série também é sobre se divertir, conhecer e refletir… sobre terror.

Atenção! A partir daqui, o texto contém diversos spoilers da franquia Pânico.

4. Pânico

Sim, este é o mais icônico, o original. Mas já tem várias coisas que ficaram "fora de moda" e, hoje, não é mais tão difícil acertar o final, embora o roteiro continue excelente. Se você sabe que esta é uma franquia de terror e sobre terror, dá para captar as pistas desde o princípio, algo que não aconteceu quando o filme estreou e pegou todo mundo de surpresa.

O primeiro Pânico (1996) também é um enorme elogio ao terror. Ainda que os vilões sejam vilões e torçamos pela morte deles, eles nos ajudam a compreender a paixão pelo gênero. Para a sorte dos fãs, o verdadeiro nerd do terror não é o assassino, e se torna uma das peças mais importantes na compreensão das “regras do terror” que guiam os assassinatos.

Apesar de incrível e genial até hoje, Pânico vai ficando cada vez menor ao longo dos anos, porque cada capítulo amplia a franquia de uma forma nunca (?) vista. Seguindo o ciclo em que a arte imita a vida e a vida imita a arte e assim por diante, Pânico acaba se tornando o filme mais distante do público contemporâneo, tornando a produção meio cômica e até meio trash para os olhos dos fãs que estão chegando agora. Mas antes de pensar em xingar o primeiro o filme, ouça o alerta do quarto. O início é apenas o início, provando que nem sempre o original é o melhor, ainda que ele tenha conquistado respeito.

3. Pânico 2

Embora a lista tenha ficado em ordem cronológica, Pânico 2 (1997) só está em terceiro lugar porque o terceiro filme deu um passo super significativo na franquia. Um passo importante demais e que faz o título merecer o segundo lugar. A sequência do original também é o filme mais sombrio de todos, questionando as consequências do terror de uma forma crítica e popularizando um mito (aparentemente) sem querer.

O primeiro filme foi uma febre e, de fato, o sangue e as mortes viraram comércio e hype, com Pânico se tornando um verdadeiro fenômeno pop. Mas isso não é novidade e muitos filmes já fizeram isso antes. Mesmo assim, Pânico se tornou um alvo e o segundo filme mergulha fundo na autocrítica. No final, porém, o assassino da vez é passional e o especialista em cinema morre bastante rápido, perdendo um pouco a “essência” de um assassino que é um nerd do terror, ainda que, ao mesmo tempo, entregasse uma belíssima homenagem a Sexta-feira 13.

2. Pânico 3

Pânico explodiu mentes com o final imprevisível e a introdução discreta da metalinguagem, enquanto o segundo filme aprofundou o último elemento e incorporou o filme baseado na história do primeiro filme, o falso-Pânico chamado de A Facada (“Stab”, no original em inglês). Pânico 3 (2000) aprofunda muito mais as raízes do slasher e começa a fornecer elementos novos para a franquia, com influência do pai desse subgênero estadunidense, que é o giallo italiano.

No terceiro filme a metalinguagem fica muito mais intensa com um filme dentro de um filme e, aqui, Pânico consegue explorar as críticas e elogios ao sucesso de Jogos Mortais, o filho gore e meio trash da franquia de Wes Craven. O quarto é o título que tira o primeiro da posição de absolutamente original em uma corrente e o coloca em meio a uma teia que revela o funcionamento da arte e, quiçá, da própria vida: um belíssimo “lide com isso” jogado com muita elegância na nossa cara. Este também é um filme que nos ensina muito da história do slasher, misturando produções do presente, do passado e do futuro de forma genial e nada anacrônica.

1. Pânico 4

Os três primeiros filmes têm muitos momentos risíveis e é possível questioná-los da mesma forma que ele analisa sua própria época. Pânico é, a cada nova história, simultaneamente um sintoma e uma provocação, tonando mais fácil de compreender porque Pânico 4 (2011), o mais recente, é o que mais dialoga conosco. Este foi o capítulo em que a produção liberou dinheiro para o departamento de arte finalmente gastar com tonéis de sangue, um grande atrativo mesmo 11 anos depois.

Pânico 4 marca a tendência a um terror mais realista e, com isso, a violência fica bem mais pesada e se aproxima dos grandes slashers contemporâneos. A metalinguagem não foge do controle, porque faz sentido, mas atinge níveis de complexidade que exigem a atenção (e o conhecimento) do expectador, o que damos facilmente e de bom grado. Se no primeiro filme o conhecimento do gênero lhe ajudava a determinar o assassino e quem era o próximo a morrer, no quarto filme o conhecimento se vira contra o expectador e é usado para nos confundir, explicando que um remake ou um reboot pode ser tudo, desde que não esculhambe com o original.

Tendo em vista tudo o que pensamos até aqui, podemos eleger Pânico 4 como o melhor da franquia por dar um fechamento excepcional nas mãos de Wes Craven, fechando perfeitamente um arco e embrulhando a franquia para presentear o próximo cineasta, que carregará nas costas a responsabilidade de expandir essa enciclopédia do terror.

E Pânico 5?

Claro que podemos comparar o quinto filme com os quatro antigos, mas precisaremos ter consciência: é provável que um novo ciclo comece, apesar do retorno dos personagens centrais sobreviventes. Podemos pensar isso simplesmente porque a franquia não está mais nas mãos de Craven. O quarto filme foi o fechamento de uma manual filosófico e um aviso. O quinto filme será dirigido pela dupla de cineastas Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, que dirigiu Casamento Sangrento. Novos diretores, novas ideias. Um novo terror, uma nova fase. Sejamos razoáveis.

Fonte: Canaltech

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