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Pânico aumenta fortuna de empresários de saúde e tecnologia

Devon Pendleton, Tom Maloney e Ben Stupples

Nem todo mundo perdeu dinheiro na épica onda de vendas no mercado acionário na semana passada.

O nervosismo devido à rápida expansão do coronavírus eliminou mais de US$ 6 trilhões dos mercados de ações globais, mas alguns ficaram mais ricos.

Todos lideram empresas que poderiam lucrar de alguma forma com o vírus e com a proliferação de consumidores obcecados por higiene.

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O diretor-presidente da Moderna, Stephane Bancel, se tornou bilionário por um curto período depois que a empresa enviou uma vacina experimental contra o coronavírus ao Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas para testes clínicos em humanos, o que impulsionou as ações. O papéis subiram 42%, e Bancel possui participação de 9,2% na empresa, agora avaliada em US$ 790 milhões, de acordo com o Índice de Bilionários Bloomberg.

A Regeneron Pharmaceuticals, que desenvolve um tratamento para o coronavírus, registrou o melhor desempenho na semana passada no S&P 500, com alta de 10%, e foi uma das únicas duas empresas cujas ações subiram no período. Com a valorização, a fortuna de George Yancopoulos, cientista-chefe da empresa, aumentou em US$ 45 milhões. A Regeneron Pharmaceuticals tem sede em Tarrytown, Nova York.

O foco global na prevenção de vírus também enriqueceu Lim Wee Chai, da Malásia, que possui participação majoritária na Top Glove, maior fabricante mundial de luvas médicas. Seu patrimônio líquido alcançou US$ 1 bilhão logo após o vírus começar a emergir como ameaça.

Como as medidas de contenção ameaçam fechar mais escolas e empresas, negócios que facilitam o trabalho e estudo remotos ganharam impulso.

A K12, com sede na Virgínia, que oferece serviços educacionais para crianças em idade escolar com entrega on-line, de um salto de 19% na semana passada, adicionando cerca de US$ 5 milhões ao patrimônio líquido do CEO Nathaniel Davis.

Eric Yuan, fundador da Zoom Video Communications, ganhou US$ 200 milhões na semana, o que elevou sua fortuna a US$ 5,5 bilhões diante do aumento do número de usuários de seu serviço de videoconferência. A empresa de San José, Califórnia, registra, em média, 43% mais downloads este ano do que em 2019, com maior atividade no mês passado, disse Zane Chrane, analista do Sanford C. Bernstein, em relatório.

A Zoom aumentou os prazos para usuários do serviço gratuito na China e reforçou o monitoramento de servidores para garantir a confiabilidade devido à expansão do uso, disse Yuan em blog na terça-feira.

“A crescente epidemia ampliou minha visão sobre o que significa ser um fornecedor de tecnologia de comunicação por vídeo em tempos de necessidade”, escreveu.

--Com a colaboração de Tom Metcalf e Jack Witzig.

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