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Ouro volta a fechar em alta e acumula ganhos fortes na semana e no mês

Valor

Com incertezas provocadas pela pandemia, queda do dólar no exterior e dos juros reais nos EUA, metal sobe 3% na semana e 9% em julho Os preços do ouro terminaram esta sexta-feira em nova alta, registrando mais um recorde histórico de fechamento. Em meio às incertezas provocadas pela pandemia na economia global e à queda do dólar no exterior e dos juros reais nos Estados Unidos, o metal precioso acumulou ganhos de cerca de 3% na semana e de 9% apenas no mês de julho.

Os contratos futuros mais ativos do metal, para dezembro, encerraram o dia em alta de 0,97%, a US$ 1.985,90 a onça-troy na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex). Na máxima intradiária, chegaram a romper a barreira de US$ 2 mil.

"Claramente, os investidores não estão se sentindo completamente tranquilos, como fica evidente pela mais recente valorização do ouro. A commodity de proteção está agora quase atingindo US$ 2.000 por onça pela primeira vez, refletindo a ansiedade subjacente do mercado”, disse Connor Campbell, analista financeiro da Spreadex.

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Além dos fatores macroeconômicos, os investidores monitoram as negociações entre republicanos e democratas no Congresso americano para a aprovação de um novo pacote de benefícios fiscais.

“O rali do ouro continua e, depois de testar provisoriamente o nível de US$ 2.000, estão começando a duvidar que haja uma realização de lucros. A demanda por ativos de segurança continua forte, à medida que o Congresso e a Casa Branca continuam lutando para romper o impasse na extensão dos benefícios emergenciais de desemprego”, escreveu em nota o analista da Oanda em Nova York, Edward Moya.