Ouro repete baixa por impasse na área fiscal nos EUA

Os contratos futuros de ouro negociados na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), fecharam em baixa nesta quarta-feira, renovando o menor nível de fechamento em mais de três meses. Os investidores buscaram progresso nas negociações para evitar o abismo fiscal nos Estados Unidos, que parecem ter chegado a um impasse, e Deram continuidade à onda de vendas do metal precioso na véspera.

O contrato de ouro mais negociado, com entrega para fevereiro, perdeu US$ 3,00 (0,17%) e encerrou a US$ 1.667,70 a onça-troy, menor nível desde o dia 30 de agosto.

As negociações para evitar o abismo fiscal - uma série de cortes de gastos e aumentos de impostos automáticos que entrarão em vigor no começo do ano que vem, caso não haja acordo no Congresso - pareciam ter chegado em um impasse. Segundo altos funcionários do governo norte-americano, as negociações entre a Casa Branca e o Partido Republicano sobre o tem estão praticamente paralisadas desde segunda-feira (17).

Após o fechamento do mercado, o presidente da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner, fez um breve pronunciamento para anunciar que a Casa votará na quinta-feira (20) a proposta fiscal apresentada por seu partido, apelidada de plano B. O projeto consiste em aprovar uma prorrogação nos cortes de impostos para contribuintes que ganham até US$ 1 milhão por ano.

Como a Câmara é controlada pelos republicanos, é provável que o projeto seja aprovado. Mas a Casa Branca já disse que os democratas não vão aceitar a proposta, e o partido controla o Senado. Em pronunciamento de cerca de 1 minuto, Boehner disse que, se os democratas rejeitarem a proposta, o presidente dos EUA, Barack Obama, "pode ser responsável pelo maior aumento de impostos da história do país".

Segundo Frank McGhee, analista da Integrated Brokerage Services, os preços do ouro devem ser pressionados para baixo em qualquer que seja o resultado das negociações. Ele acrescentou que existe pouca incerteza sobre a possibilidade de um acordo, fato que reduziu o apelo do metal precioso, considerado um ativo de proteção contra riscos.

"A realidade é a seguinte: se cairmos no abismo, a economia entrará em recessão. E se chegarmos a um acordo, os componentes desse acordo serão aumento de impostos e corte de gastos, o que constitui um abismo fiscal controlado", disse McGhee. As informações são da Dow Jones.

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