Ouro recua 0,11% e fecha no menor nível em 1 mês

Os contratos futuros de ouro negociados na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), fecharam em queda pelo segundo dia consecutivo, caindo para o menor nível em um mês, com preocupações sobre o abismo fiscal nos Estados Unidos e a revisão da previsão do preço do metal pelo Goldman Sachs.

O contrato de ouro mais negociado, com entrega para fevereiro, perdeu US$ 2,00 (0,11%), encerrando a US$ 1.693,80 a onça-troy, o menor preço desde o dia 5 de novembro. Ao longo da sessão, os preços tocaram a máxima de US$ 1.708,30 e a mínima de US$ 1.686,00.

O Goldman Sachs reduziu sua previsão para o preço do ouro para 12 meses em 7,2%, para US$ 1.800,00 a onça-troy. Segundo os analistas Damien Courvalin e Jeffery Currie, o metal está em um "ponto de inflexão". Enquanto o ouro pode ter altas em 2013, se o Federal Reserve continuar sua política monetária acomodatícia, o crescimento da economia dos EUA e um aumento gradual nos juros podem transferir os especuladores para outros mercados, pressionando os preços.

Os investidores têm estado relutantes em reter o ouro com o lento progresso das negociações para evitar o abismo fiscal nos EUA, uma série de cortes de gastos e aumentos de impostos automáticos que entrarão em vigor no começo do ano que vem, caso não haja acordo no Congresso. Os participantes do mercado têm focado em moedas, apostando particularmente em uma alta do dólar nesse contexto. O ouro e o dólar tradicionalmente são negociados inversamente.

O ouro fechou seis das últimas oito semanas em queda, e os preços "ainda estão reféns do mercado mais amplo, com o aumento das preocupações sobre as negociações fiscais nos EUA", diz o analista da VTB Capital Andrey Kryuchenkov.

Ainda assim, de acordo com analistas, o mercado deve obter certo suporte das compras físicas de ouro. Esses investidores costumam ver as quedas nos preços como oportunidade de compra. As informações são da Dow Jones.

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