Ouro encerra com ganhos por incertezas na Itália

Os contratos futuros de ouro negociados na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), fecharam em alta nesta segunda-feira, beneficiados pelas incertezas com as eleições na Itália e os receios com os cortes automáticos de gastos nos Estados Unidos, programados para entrar em vigor na próxima sexta-feira (1º de março).

O contrato de ouro mais negociado, com entrega para abril, avançou US$ 13,80 (0,88%) e fechou a US$ 1.586,60 a onça-troy. Segundo participantes do mercado, o metal precioso também foi auxiliado pelo relatório Commitments of Traders, que detalhou uma enorme posição vendida. "A posição vendida em ouro é enorme e potencialmente vulnerável. O ouro e a prata estão sobrevendidos e prontos para uma recuperação", comenta James Turk, fundador da corretora GoldMoney.

Após começarem o pregão em forte alta, os mercados financeiros perderam força à medida em que iam sendo divulgadas novas informações sobre a eleição na Itália, que terminou nesta segunda-feira. Projeções mostram que a coalizão de centro-esquerda liderada por Pier Luigi Bersani enfrenta uma competição acirrada com o grupo de centro-direita de Silvio Berlusconi e o Movimento Cinco Estrelas, do comediante Beppe Grillo.

Nos EUA, os indicadores econômicos divulgados não foram positivos. O Federal Reserve de Dallas revelou que seu índice de atividade das empresas caiu para 2,2 em fevereiro, de 5,5 em janeiro. Mais cedo, o Fed de Chicago havia informado que seu índice de atividade nacional recuou para -0,32 em janeiro, de 0,25 em dezembro, quando a previsão dos analistas era uma leitura de 0,02.

Participantes do mercado explicam que as fortes quedas do ouro na semana passada deixaram os preços do metal atrativos. "Os caçadores de pechincha começaram a aparecer, dando certa estabilidade para os preços do ouro perto de US$ 1.575,00 a onça-troy", afirmam os analistas da ETF Securities.

Agora os investidores devem se voltar para o discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, no Congresso dos EUA, na terça-feira (26). As informações são da Dow Jones.

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