Ouro cai ao menor preço em mais de 2 semanas por Fed

Os contratos futuros de ouro negociados na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), fecharam no menor preço em mais de duas semanas nesta segunda-feira, com a possibilidade de o Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano, encerrar antes do esperado as medidas de estímulos para sustentar a economia.

O contrato mais negociado, com entrega para fevereiro, recuou US$ 2,60 (0,15%), encerrando a US$ 1.646,30 a onça-troy e acumulando perda de 2,5% nas últimas três sessões.

O ouro tem sofrido queda há seis semanas consecutivas, pressionado pela onda de vendas do fim do ano. Os ganhos iniciais do metal precioso na semana passada, em meio a um acordo fiscal nos Estados Unidos, foram rapidamente anulados após a ata da última reunião de política monetária do Fed indicar que membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) estão divididos em relação ao melhor momento para interromper o relaxamento quantitativo, com alguns pedindo sua suspensão imediata e outros defendendo que a política atual seja mantida até o fim do ano.

Nesse cenário, os investidores ficarão atentos aos discursos de dirigentes regionais do Fed ao longo da semana, com a expectativa de que abordem o assunto. Na quinta-feira (10), falam os presidentes do Fed de St. Louis, James Bullard, do Fed de Kansas City, Esther George, e de Minneapolis, Narayana Kocherlakota. Um dia depois, é a vez do presidente do Fed da Filadélfia, Charles Plosser.

"O debate sobre quando encerrar o programa de estímulos está provocando um impacto psicológico negativo no ouro", disse Bill O'Neill, da Logic Advisors.

Os preços do ouro eram sustentados pelo programa de relaxamento quantitativo do Fed, segundo analistas, por provocar a preocupação de que o estímulo pudesse reduzir o valor do dólar. Os investidores recorrem ao ouro como proteção contra a possibilidade de inflação ou desvalorização da moeda.

O analista da INTL FCStone Edward Meir afirmou que o metal precioso "deve se recuperar" este ano após o ganho de 7% em 2012 ter decepcionado aqueles que apostaram em preços maiores. As informações são da Dow Jones.

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