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Oumuamua | Cientistas seguem tentando entender o polêmico visitante interestelar

·3 min de leitura

O objeto interestelar o 1I/ʻOumuamua voltou a ser tópico de debate entre astrônomos. Em maior, um estudo mostrou que ele seria um pedaço de gelo de nitrogênio arrancado de um exoplaneta similar a Plutão, contrariando as hipóteses de que se trata de uma sonda alienígena. Agora, os astrofísicos Amir Siraj e Abraham "Avi" Loeb contestaram essa explicação. Eis o que eles argumentam.

Em 2017, um objeto interestelar passou pelo Sistema Solar e apresentou um comportamento que os astrônomos nunca haviam visto antes. Com aceleração não-gravitacional, formato difícil de distinguir, de composição desconhecida e reflexividade peculiar, o Oumuamua intrigou cientistas de todo o mundo, entre eles, alguns que até hoje afirmam se tratar de um objeto artificial. Entretanto, em março deste ano, um estudo apresentou uma explicação muito convincente.

Os autores dos artigos de março, Alan Jackson e Steve Desch, mostraram que o objeto poderia ser feito de um bloco de gelo de nitrogênio. Isso explicaria a alta velocidade ao se aproximar do Sol: ao derreter com os raios solares, o gelo gerou um impulso, mais ou menos como ocorre com os foguetes quando são lançados ao espaço. Ninguém havia encontrado sinais de vapor ao observar o Oumuamua porque o vapor de nitrogênio é mais difícil de detectar.

A linha do tempo proposta por Desch e Jackson conta a história do Oumuamua pelo espaço (Imagem: Reprodução/S. Selkirk/ASU)
A linha do tempo proposta por Desch e Jackson conta a história do Oumuamua pelo espaço (Imagem: Reprodução/S. Selkirk/ASU)

A ideia foi muito bem recebida pela comunidade em geral e o assunto parecia esfriar, quando Siraj e Loeb publicaram um novo estudo contestando essa proposta. A dupla, conhecida pelos principais artigos que defendem a hipótese de que o Oumuamua é uma nave alienígena, afirma haver erros nos cálculos de Jackson e Desch. "No momento em que vi aqueles artigos, soube que não havia mecanismo físico para que funcionasse", disse Siraj, referindo-se ao estudo sobre o gelo de nitrogênio.

De acordo com o novo artigo, não há nitrogênio suficiente no universo para fazer um objeto como o Oumuamua, que mede entre 400 e 800 m de comprimento e possui entre 35 e 167 m de largura. O nitrogênio puro é raro, de acordo com Siraj, e foi encontrado apenas em Plutão, onde representa cerca de 0,5% da massa total. Mesmo se todo o nitrogênio do universo fosse removido de todos os planetas parecidos com Plutão que existiam, não haveria nitrogênio suficiente para compor o Oumuamua.

Siraj e Loeb calcularam que a massa de um "exoplutão" (exoplaneta semelhante a Plutão) necessária para fazer um iceberg de nitrogênio do tamanho do Oumuamua excederia a massa das estrelas, exigindo mais de 60 vezes a massa por estrela necessária para formar todos os planetas em nosso Sistema Solar. "Mas isso é loucura", disse Siraj. "É absurdo." Se os raios cósmicos forem considerados, precisaríamos de mil vezes a massa total das estrelas na galáxia para gerar todos os "exoplutões" necessários para construir o Oumuamua.

No entanto, Jackson e Desch disseram que o cálculo que eles usaram do número de fragmentos de nitrogênio voando no espaço foi cuidadoso, e não se trata de uma superestimativa. Para a dupla, os números usados em março eram consistentes com pesquisas anteriores que previam quantos objetos semelhantes a Oumuamua existem no espaço. "Siraj e Loeb não descobriram que cometemos um erro e, portanto, deveriam ter aceitado os números que obtivemos", disse Desch. "Em vez disso, eles tentaram seu próprio cálculo final e fizeram um grande número de aproximações e estimativas, e chegaram a números diferentes".

Desch afirmou ainda que os autores do novo artigo calculam que a massa necessária para fazer Oumuamua era muito alta porque usaram uma estimativa muito alta para o número de objetos semelhantes ao Oumuamua no espaço. "Eles estão tentando fabricar polêmica quando não existe nenhuma", disse. Por fim, Siraj considera o assunto como "não resolvido" e, por isso, a possibilidade de origem artificial ainda está em discussão. O artigo foi publicado pela New Astronomy.

Fonte: Canaltech

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