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Ouça os sons da lua Ganimedes registrados pela sonda Juno

·3 min de leitura

Um áudio coletado durante o último sobrevoo da sonda Juno por Ganimedes — a maior lua de Júpiter e do Sistema Solar — revela uma experiência um tanto quanto fantasmagórica. A novidade foi divulgada na última sexta-feira (17) no American Geophysical Union Fall Meeting, onde outras descobertas da missão Juno foram compartilhadas.

No dia 7 de junho deste ano, a sonda Juno realizou seu primeiro sobrevoo por Ganimedes e capturou ondas eletromagnéticas da lua joviana com seu instrumento Waves. Quando esses dados foram alterados para a faixa de áudio, descobriu-se um som estranho e repleto de ruídos alienígenas. Ouça:

O principal investigador da missão, o físico Scott Bolton do Southwest Research Institute, disse que é possível ouvir uma mudança abrupta para frequências mais altas no ponto médio da gravação. “O que representa a entrada em uma região diferente da magnetosfera de Ganimedes", acrescentou.

Analisar outros mundos a partir dos seus respectivos sons ajuda a observar detalhes que, de outra maneira, poderiam passar despercebidos. Uma série de outras sondas enviadas a planetas do Sistema Solar, bem como a Voyager, também coletaram esses áudios.

Possível explicação para os sons de Ganimedes

A lua Ganimedes chama atenção por seu tamanho — maior que o planeta Mercúrio — e seu núcleo responsável por fazer deste mundo o único satélite natural do Sistema Solar a possuir um campo magnético. Além disso, a lua pode abrigar um oceano líquido logo abaixo de sua crosta gelada.

Ganimedes registrada pela sonda Juno durante o sobrevoo (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS)
Ganimedes registrada pela sonda Juno durante o sobrevoo (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS)

Na última abordagem de Juno a Ganimedes, a sonda estava a 1.038 km de distância da superfície da lua, a uma velocidade de 67.000 km/h, enquanto realiza sua 34ª viagem ao redor de Júpiter. Os cientistas seguem estudando para entender o áudio recém-publicado, mas têm uma ideia do que possa ser.

Segundo o físico e astrônomo William Kurth, da Universidade de Iowa em Iowa City e co-investigador do aparelho Waves, é possível que a mudança na frequência logo após a aproximação seja devido à transição do lado noturno para o diurno de Ganimedes. Mas a sonda não se limitou a observar apenas a lua.

Compreendendo Júpiter

Graças às observações da Juno, pesquisadores criaram um mapa detalhado sobre o campo magnético de Júpiter, que levou 32 órbitas para ser concluído. Uma anomalia magnética no equador do planeta, chamada Grande Mancha Azul, foi observada.

À esquerda, vórtices observados nos oceanos da Terra e, à direita, na superfície de Júpiter (Imagem: Reprodução/NASA/GSFC/Aqua/MODIS/Gerald Eichstadt)
À esquerda, vórtices observados nos oceanos da Terra e, à direita, na superfície de Júpiter (Imagem: Reprodução/NASA/GSFC/Aqua/MODIS/Gerald Eichstadt)

O mapa indicou que o campo magnético de Júpiter sofreu uma alteração nos últimos cinco anos e que os poderosos ventos da atmosfera do planeta têm empurrado a anomalia para leste a uma taxa de 4 cm/s. Estudar a magnetosfera do gigante gasoso permite entender parte do que acontece em seu núcleo.

Os dados sugeriram que o dínamo — mecanismo responsável por gerar o campo magnético em corpos celestes — seja produzido por uma camada profunda de hidrogênio metálico ao redor do núcleo de Júpiter. A equipe de cientistas também analisou a turbulência de sua atmosfera.

Os vórtices de sua atmosfera se assemelham às explosões de fitoplânctons nos oceanos da Terra, o que levou a oceanógrafa Lia Siegelman, do Scripps Institution of Oceanography, a relacionar esses movimentos. Segundo ela, esses padrões surgem espontaneamente e podem durar por muito tempo.

Anel de poeiras de Júpiter com parte da constelação de Perseu ao fundo (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)
Anel de poeiras de Júpiter com parte da constelação de Perseu ao fundo (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)

Os dados da Juno também revelaram uma surpreendente perceptiva do sistema de Júpiter: o fino principal anel do planeta, formado pela poeira liberada por suas luas Metis e Adrástea. A sonda registrou a estrutura de dentro, com parte da constelação de Perseu ao fundo.

A missão Juno foi estendida até junho de 2025 e espera-se que, até lá, a sonda continue a oferecer informações cruciais para compreensão do intrigante sistema de Júpiter e suas muitas luas.

Fonte: Canaltech

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