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Otimismo para S&P 500 se mantém com previsões de lucros sólidos

·3 min de leitura

(Bloomberg) -- Em dúvida como as bolsas dos Estados Unidos podem continuar subindo diante dos sinais de aperto monetário do Federal Reserve e propagação da variante ômicron? A resposta, mais uma vez, é a inquietante resiliência do indicador da saúde corporativa americana.

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Ainda que assustadoras, as manchetes ainda não atingiram as previsões para os lucros das empresas do S&P 500. Mesmo com o maior número de casos de Covid-19 e a recuperação global sob ameaça, os lucros estimados para 2022 dos componentes do índice subiram cerca de US$ 1, para US$ 220,40 por ação no último mês.

É possível que analistas apenas sejam lentos ao cortar as projeções quando o rali pós-pandemia se aproxima do terceiro ano. Certamente, alguns gestores aumentaram a liquidez e reduziram a exposição às ações ao prever uma piora da economia.

Mas os otimistas agem com a confiança de que as projeções de lucro se manterão estáveis, sem probabilidade de mudança. Em um ano repleto de obstáculos, de ondas Covid a gargalos nas cadeias de suprimentos, foram os lucros recordes por ação que mantiveram a aposta na alta das bolsas intacta.

“O crescimento econômico saudável e do LPA (lucro por ação) atua como a base de um mercado que é guiado por temores crônicos”, disse Jim Paulsen, estrategista-chefe de investimentos do Leuthold Group, cuja projeção indica os lucros de 2022 em US$ 240 por ação. “Você pode se preocupar com a Covid, inflação, Fed, China, Robinhood, SPACs, valuations etc. Mas, a cada trimestre, o LPA continua vindo melhor do que o esperado, forçando o consenso para elevar as previsões. E isso traz ‘dip buyers’ sempre que temos qualquer retrocesso significativo”, disse sobre o termo para investidores que compram na baixa.

Agora que o ano está chegando ao fim, “jogar na defensiva” substituiu o “medo de perder” a oportunidade como o mantra do mercado. Na pesquisa mais recente do Bank of America, gestores globais aumentaram as posições em dinheiro para o nível mais alto desde maio de 2020, enquanto reduziram a exposição às ações para o menor patamar em 13 meses.

Ainda assim, em meio a vários fatores de estresse macroeconômicos, a perspectiva de lucros sólidos está praticamente intacta. Para a temporada de balanços do quarto trimestre prestes a começar nas próximas semanas, empresas do S&P 500 devem registrar aumento dos lucros de 19%, segundo dados compilados pela Bloomberg Intelligence.

Se a história recente servir de guia, analistas podem ter novamente subestimado o potencial de lucros: companhias do S&P 500 superaram as estimativas em pelo menos 10% por seis trimestres consecutivos. Um exemplo que pode indicar mais ganhos: a US$ 51,29 por ação, a receita estimada representa queda de 5% em relação aos três meses anteriores. O número está em desacordo com uma economia projetada para se expandir 6% neste trimestre.

“Não acho que a hora de ser pessimista seja agora. A questão para aqueles que já reduziram o risco - e muitos o fizeram - é: quando voltar?”, disse Jay Pelosky, fundador e presidente da TPW Investment Management, em entrevista à Bloomberg TV. “Os lucros do quarto trimestre serão incríveis. Não acho que podemos esperar até o início de janeiro. Isso, em retrospecto, seria um erro.”

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