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Otan deve endurecer mensagem do G7 sobre a China, que vê "difamação"

·2 minuto de leitura
Secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, durante reunião em Bruxelas

Por Robin Emmott e Steve Holland e Sabine Siebold

BRUXELAS (Reuters) - Líderes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) devem rotular a China como um risco de segurança à aliança ocidental nesta segunda-feira, um dia depois de o G7 emitir um comunicado sobre os direitos humanos na China e Taiwan que Pequim disse ter difamado sua reputação.

Como líderes aliados também expressam preocupação com a mobilização militar crescente da Rússia perto da Ucrânia, o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, descreveu a cúpula, a primeira à qual Joe Biden comparecerá como presidente dos Estados Unidos, como um "momento crucial".

Em uma mudança de tom considerável em relação ao seu antecessor, Donald Trump, Biden descreveu a Otan no domingo como uma "obrigação sagrada".

Ao chegar à cúpula de um dia em Bruxelas, Stoltenberg disse a que presença militar chinesa crescente, dos Bálticos à África, obriga a Otan a estar preparada para defender a segurança e os valores democráticos do Ocidente.

"A China está se aproximando de nós. Nós os vemos no ciberespaço, nós vemos a China na África, mas também vemos a China investindo pesadamente em nossa própria infraestrutura crítica", disse ele, referindo-se a portos e redes de telecomunicação.

"Precisamos reagir juntos como uma aliança".

Diplomatas disseram que o comunicado final da cúpula da Otan não classificará a China como uma adversária, e Stoltenberg disse que o país asiático não é um inimigo, mas demonstrará preocupação, qualificando-o como um desafio "sistêmico" à segurança atlântica ao participar de exercícios militares com a Rússia, lançar ataques cibernéticos e fortalecer rapidamente sua Marinha.

Em um encontro no Reino Unido no final de semana, as nações do G7 repreenderam a China por causa da situação dos direitos humanos em sua região de Xinjiang, pediram que Hong Kong mantenha um grau elevado de autonomia e exigiram uma investigação completa sobre a origem do coronavírus na China.

A embaixada chinesa em Londres disse que se opõe resolutamente às menções a Xinjiang, Hong Kong e Taiwan, que disse terem distorcido os fatos e exposto as "intenções sinistras de alguns países, como os Estados Unidos".

"A reputação da China não deve ser difamada", disse a embaixada nesta segunda-feira.

A Otan moderniza suas defesas desde a anexação russa da Crimeia, em 2014, mas só recentemente começou a analisar mais seriamente qualquer ameaça em potencial vinda das ambições chinesas.

(Reportagem adicional de Mark John, Sarah Young e Elizabeth Piper em Londres e Kate Abnett, Gabriela Baczynska, Marine Strauss e John Chalmers em Bruxelas)

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