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Ossos podem carregar sinais de que uma mulher já teve filhos, segundo cientistas

Pesquisadores investigam os efeitos do parto no corpo de primatas, que ficam com modificações permanentes em seus ossos após dar à luz os filhotes. O fenômeno foi notado em estudos com animais do gênero Macaca, onde as fêmeas apresentam concentrações mais baixas de cálcio, fósforo e magnésio nos ossos comparadas às que nunca tiveram filhotes.

Embora o estudo não tenha investigado humanos, sabemos que os nossos ossos também são dinâmicos: ao longo da vida, eles vão ficando mais largos, mudando de acordo com impactos ambientais, como o estilo de vida. A densidade óssea vai se perdendo com o tempo, especialmente após a menopausa, mas também com a influência da dieta, doenças, clima e gravidez.

Ao analisar ossos de macacos-rhesus, cientistas dizem ter conseguido descobrir quais fêmeas haviam dado à luz em seu tempo de vida (Imagem: Ivankmit/Envato Elements)
Ao analisar ossos de macacos-rhesus, cientistas dizem ter conseguido descobrir quais fêmeas haviam dado à luz em seu tempo de vida (Imagem: Ivankmit/Envato Elements)

Gravidez humana e os ossos

Na gravidez humana, há evidências de que o corpo da mãe acaba puxando cálcio dos ossos quando ela não consome o suficiente do nutriente, perdendo massa, formato e densidade do esqueleto por um determinado período. Durante a lactação, os ossos passam por uma reabsorção para que o corpo consiga fazer leite rico em cálcio o suficiente para o bebê. No final do processo, os minerais perdidos são repostos, mas é possível que os cientistas ainda consigam notar o lapso momentâneo.

Nas ciências forense e arqueológica, utilizar ossos para detectar se alguém teve filhos é controverso. Sinais na pelve não são considerados confiáveis, e ainda há muito debate em torno dessa possibilidade. A composição dos ossos parece ser, no momento, um caminho melhor: mesmo antes do fim da fertilidade, parece que o esqueleto responde dinamicamente a mudanças no status reprodutivo.

Durante a gravidez e lactação humana, os ossos passam por modificações perceptíveis, mas voltam ao normal após seu fim (Imagem: CDC/Unsplash)
Durante a gravidez e lactação humana, os ossos passam por modificações perceptíveis, mas voltam ao normal após seu fim (Imagem: CDC/Unsplash)

Evidências nos macacos

A pesquisa foi realizada, especificamente, em 7 macacos-rhesus (Macaca mulatta), 4 deles fêmeas, nas quais foi possível notar mudanças no fêmur que só podiam ser explicadas pela ocorrência de gravidez e lactação. Comparando com os ossos de machos e de fêmeas que não tiveram filhotes, a composição óssea era bem diferente, com menos cálcio, fósforo e magnésio, como descrito acima.

Embora coincida com a suspeita de reabsorção dos ossos e de minerais durante a gravidez, a hipótese ainda terá de ser testada em estudos posteriores para cravar a certeza. Segundo os cientistas, a detecção de partos a partir de tecidos mineralizados ainda é uma área pouco explorada da ciência, e pode, no futuro, ter grande impacto em estudos evolucionários, arqueológicos e de conservação.

Fonte: Canaltech

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