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Ossada achada pela polícia em Belford Roxo não é dos meninos desaparecidos há 7 meses

·2 minuto de leitura

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Uma perícia concluiu que os fragmentos de ossos encontrados pela polícia na última sexta-feira (30) em Belford Roxo, na região metropolitana do Rio de Janeiro, não pertencem aos três meninos que desapareceram há sete meses na região.

A análise feita pelo Serviço de Antropologia Forense do IML (Instituto Médico Legal) indicou que a ossada é de origem animal, conforme informação publicada pelo site G1 e confirmada pela Folha. Num primeiro momento, pensou-se que os fragmentos poderiam ser de dedos, o que não se confirmou.

A nova pista surgiu após um homem se apresentar à Polícia Militar e acusar o irmão de ter participado da ocultação dos corpos dos primos Lucas Matheus da Silva, 9, e Alexandre da Silva, 11, e do amigo Fernando Henrique Soares, 12.

Os meninos saíram de casa em 27 de dezembro do ano passado para brincar em um campo de futebol próximo, na comunidade de Castelar, mas não voltaram mais. Foram filmados pela última vez às 13h39min daquele dia, andando em direção à feira de Areia Branca, a aproximadamente 2,7 km.

Na quarta-feira (28), o homem disse à polícia que seu irmão teria levado os corpos até um lugar chamado Ponto do Ferro 38, por onde passa um rio que corta o município. Foi nesta área que bombeiros e policiais civis da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense acharam a ossada, após dois dias de buscas.

Ele também declarou que as crianças teriam sido espancadas e mortas a mando do traficante José Carlos dos Prazeres Silva, conhecido como "Piranha". A causa seria o roubo de uma gaiola de passarinhos, segundo as investigações.

A PM afirmou que o suspeito de ocultar os corpos foi localizado e levado à delegacia junto com o homem que prestou as informações, para serem ouvidos, mas não respondeu se eles foram presos. Os dois irmãos possuem passagem por tráfico de drogas.

Já José Carlos dos Prazeres Silva ainda é procurado pela polícia. Ele foi denunciado junto a outras nove pessoas pela suspeita de ter ordenado a tortura de um homem inocente e expulsado sua família da comunidade. O grupo o teria apontado falsamente como autor do crime para prejudicar a apuração.

As investigações e as buscas pelos meninos continuam. Em maio, a polícia prendeu 18 pessoas que fariam parte da facção que comanda o tráfico de drogas na região, mas na ocasião não encontrou pistas sobre o desaparecimento.

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