Mercado fechado
  • BOVESPA

    122.038,11
    +2.117,50 (+1,77%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    49.249,02
    +314,11 (+0,64%)
     
  • PETROLEO CRU

    64,82
    +0,11 (+0,17%)
     
  • OURO

    1.832,00
    +16,30 (+0,90%)
     
  • BTC-USD

    58.548,72
    +1.539,39 (+2,70%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.480,07
    +44,28 (+3,08%)
     
  • S&P500

    4.232,60
    +30,98 (+0,74%)
     
  • DOW JONES

    34.777,76
    +229,23 (+0,66%)
     
  • FTSE

    7.129,71
    +53,54 (+0,76%)
     
  • HANG SENG

    28.610,65
    -26,81 (-0,09%)
     
  • NIKKEI

    29.357,82
    +26,45 (+0,09%)
     
  • NASDAQ

    13.715,50
    +117,75 (+0,87%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3651
    -0,0015 (-0,02%)
     

Oscar 2021 | Quem deve ganhar a Melhor Direção?

Sihan Felix
·5 minuto de leitura

Desde o início da temporada de festivais (talvez até antes), surgem as discussões sobre o próximo Oscar. Apostas, bolões, debates intermináveis sobre quais são os melhores entre os indicados, quais são os injustiçados e esnobados e, claro, as teorias sobre as indicações daqueles filmes que se acreditam como sendo superestimados.

A verdade é que as qualidades existem, mas premiações são políticas — especialmente quando estamos falando da mais cara delas. Transmitir o Oscar só não é tão caro quanto transmitir o Super Bowl. São cifras hiperbólicas. Milhares e milhares de dólares por cada hora de transmissão. E se há muito dinheiro envolvido, é mais do que óbvio que há política. Nem falo de políticos, mas da política em si.

A qualidade pode até estar em um suposto primeiro plano, mas, no final das contas, vencem (ou são indicados) aqueles filmes que tiverem mais fôlego: é panfletagem, propaganda, criação de hype, momento histórico-político-social... E existe toda uma estrutura de votação até a lista final de indicados ser divulgada. É uma lógica um tanto complexa que discorremos em uma matéria especial à parte.

Mas vamos ao Oscar 2021, especificamente à categoria que consagrará a Melhor Direção. Qual é o sua preferida? E a sua aposta? Consegue separar esses dois conceitos?

Apesar da temporada bem complicada (no mínimo), tivemos um bom ano no que diz respeito às indicações — com algumas esnobadas. A lista abaixo está em ordem de probabilidade de vitória de acordo com o Canaltech, da menos provável àquela que está praticamente com a estatueta nas mãos.

5. Thomas Vinterberg

O diretor dinamarquês foi uma surpresa entre os indicados, ficando com uma vaga que era cotada para Darius Marden (por O Som do Silêncio), Regina King (por Uma Noite em Miami...), Florian Zeller (por Meu Pai), Paul Greengrass (por Relatos do Mundo) e até para Aaron Sorkin (por Os 7 de Chicago). Mas Vinterberg cresceu muito na reta final, com Druk – Mais uma Rodada sendo indicado em várias categorias no BAFTA. Está na sua conta, também, o respeito histórico por ser um diretor inventivo, autor — junto a Lars von Trier — do controverso Dogma 95. Druk – Mais uma Rodada, inclusive, é regado por vários flertes com aquele movimento. A indicação, porém, já parece ter sido uma vitória gigante. Não pela qualidade da direção — que pode ser vista até como superior a outras indicações do ano —, mas pelo apelo bem menor para o Oscar de um filme que não é falado em língua inglesa. De todo modo, depois das vitórias mais do que merecidas de Bong Joon Ho e seu Parasita no ano passado, é interessante ver a Academia trazendo um filme internacional para a categoria.

4. David Fincher

Outro gigante da história recente do cinema com chances próximas de zero de vencer. Fincher domina a linguagem como poucos de sua geração e já tem outras duas indicações (por O Curioso Caso de Benjamin Button e A Rede Social). Apesar disso, Mank parece não ter força para cativar os votantes. Toda a virtuosidade de Fincher, no final das contas, faz com que o filme seja, sem dúvida, uma demonstração de... virtuosidade. Não que o diretor não tenha a capacidade de emocionar, mas pode ficar a sensação de que é mais um trabalho — excelente — no qual a experiência estético-dramatúrgica está acima da emocional. Nesse sentido, ele é um manipulador tal qual Alfred Hitchcock, mas talvez de uma maneira mais sutil. De qualquer forma, não há chances além do que seria uma zebra gigantesca.

3. Lee Isaac Chung

Minari cresceu muito no início da temporada, mas, aos poucos, viu outros ficarem mais fortes na corrida. A estética do real proposta por Lee Isaac Chung é o que mais chama a atenção em seu trabalho como diretor. Enquanto ele decupou cada cena para que elas funcionem como reforço da realidade vivida pelos protagonistas, suas escolhas funcionam como uma progressão do próprio ajuste da família enquanto imigrantes. É um trabalho sensível, sem dúvidas, mas, assim como Vinterberg e Fincher, fica com as chances próximas de zero na categoria.

2. Emerald Fennell

Emerald Fennell é mais do que incisiva em sua direção. Todo o conceito de Bela Vingança se assemelha a uma montanha-russa quase imparável que segue em uma só direção. É um trabalho focado, forte, sem firulas para além da opção de uma estética-algodão-doce. Esta que, inclusive, forma uma unidade sólida do filme — reforçando que, por baixo de um homem aparentemente bom e doce, há um predador que não merece confiança. É uma questão que, a partir da estética, faz refletir e rima, inclusive, com a solidez da protagonista interpretada por Carey Mulligan. As chances de Fennell, porém, mesmo com seu filme crescendo muito na reta final, são praticamente nulas como as dos anteriores.

1. Chloé Zhao

A estatueta de Melhor Direção deve estar com seu nome gravado. Se Chloé Zhao não vencer aqui, será a maior surpresa da noite. É verdade que poucos novatos venceram nessa categoria e Nomadland é somente o seu terceiro longa-metragem, mas a diretora dá vida e alma a uma narrativa do cotidiano a partir de escolhas sensíveis e, acima de tudo, vivas. Será a segunda vitória de uma mulher em mais de 90 cerimônias. São sete indicações de diretoras mulheres em toda a história — contando com as duas deste ano — e que poderiam ser quatro se Kelly Reichardt (com seu First Cow) e Eliza Hittman (com seu Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre) não tivessem recebido o desprezo total da Academia. Que seja um prêmio com força para mudar os próximos anos e que não caia no limbo da estatueta de Kathryn Bigelow em 2010, quando mais um grande hiato de direções femininas na premiação aconteceu e outra indicação só veio em 2018, com Greta Gerwig e seu Lady Bird: A Hora de Voar.

Diretoras indicadas ao Oscar em 92 edições

  1. Lina Wertmüller (por Pasqualino Sete Belezas, em 1977)

  2. Jane Campion (por O Piano, em 1994)

  3. Sofia Coppola (por Encontros e Desencontros, em 2004)

  4. Kathryn Bigelow (por Guerra ao Terror, em 2010)

  5. Greta Gerwig (por Lady Bird: A Hora de Voar, em 2018)

  6. Emerald Fennell (por Bela Vingança, em 2021)

  7. Chloé Zhao (por Nomadland, em 2021)

E então? Qual é o seu filme favorito para Melhor Direção? Qual você acredita que irá vencer? Por quê? Vamos debatendo porque, apesar de ser uma premiação bem política, movimenta o cinema, o que a torna essencialmente válida.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: