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Oscar 2021 mostra que diversidade e qualidade andam juntos

Thiago Romariz
·2 minuto de leitura
"Nomadland" e "Minari" são favoritos para a corrida do oscar. Foto: Divulgação
"Nomadland" e "Minari" são favoritos para a corrida do oscar. Foto: Divulgação

Se um dia foi comum se irritar com as listas do Oscar, parece que aos poucos a Academia vê os efeitos da renovação e das cobranças ganharem vida. Em um ano marcado pela pandemia que fez o cinema desmoronar, a premiação listou os melhores filmes de 2020 com uma bela amostra do que a diversidade é capaz, mesmo que ainda em passos tímidos. A evidente qualidade das obras escolhidas denota não só a força do streaming, mas também de criadores diferentes, nascidos em países diferentes, de etnias diferentes e de gêneros diferentes.

Alguns pontos interessantes para destacar na lista divulgada hoje pela academia e que pode ser vista aqui. Riz Ahmed é o primeiro muçulmano a ser indicado na categoria Melhor Ator; ele faz um baterista que fica surdo e precisa lidar com a vida após isso no filme O Som do Silêncio, do Prime Vídeo. Steven Yeun é o primeiro asiático-americano a ser indicado também nesta categoria pelo filme Minari, que conta a história de uma família coreana imigrante nos EUA. Chloe Zhao e Emerald Fennell figuram como as primeiras mulheres a dividir indicações por Melhor Direção, por Nomadland e Bela Vingança, respectivamente.

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Ao olhar o mundo do streaming, vemos que a Netflix continua a jornada de reconhecimento e domínio na clássica Hollywood: foram 35 indicações, entre elas duas para melhor filme, uma para direção, outra para roteiro original e mais seis nas categorias de atuação. O Prime Video, da Amazon, teve o destaque também com 12 indicações, 7 delas para O Som do Silêncio. Uma Noite em Miami, de Regina King, também levou mais duas. Ambos os serviços ficaram à frente de todos os estúdios de renome como Warner e Disney.

O mundo do cinema, queira ou não, mudou e agora é só o reflexo disso. A começar pelas plataformas, vemos um método de distribuição que precisa ser revisto e, principalmente, concatenado com as necessidades do público e não de uma indústria centenária e, agora, ofegante.

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 Por fim, e felizmente, a diversidade moldada pelas mudanças exigidas nos últimos anos começa a mostrar que anda lado a lado da qualidade artística e transforma exemplos em costume. Em um ano em que o cinema tradicional vê seus últimos dias, é revigorante notar que a maior premiação da indústria dá sinais de renovação.

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*Thiago Romariz é jornalista, professor, criador de conteúdo e atualmente head de conteúdo e PR do EBANX. Omelete, The Enemy, CCXP, RP1 Comunicação, Capitare, RedeTV, ESPN Brasil e Correio Braziliense são algumas das empresas no currículo. Em 2019, foi eleito pelo LinkedIn como um dos profissionais de destaque no Brasil no prêmio Top Voice.