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Os vencedores e os perdedores da estratégia 'covid zero' da China

·4 min de leitura
A China, onde o coronavírus foi detectado pela primeira vez em 2019, está agora entre os últimos lugares que ainda seguem uma estratégia 'covid zero' (AFP/STR) (STR)

O drama de uma mulher que sofreu um aborto aos oito meses de gravidez na porta de um hospital e não foi tratada porque seu teste de coronavírus havia expirado colocou em xeque as rígidas regras anticovid na China.

Na China, país onde o vírus foi detectado pela primeira vez no final de 2019, mantém uma estratégia de "covid zero" que permitiu conter rapidamente a epidemia, mas essa tática implica um custo social e econômico muito alto.

- Como funciona? -

A partir do momento em que casos de covid-19 são detectados, as autoridades impõem medidas restritas de confinamento e procedem à realização de exames massivos e sucessivos na população.

Essa estratégia implica que há duas semanas os 13 milhões de habitantes da metrópole de Xi'an, no norte da China, estejam confinados após a detecção de apenas 150 casos.

As pessoas estão proibidas de sair de casa e, se forem casos de contato, podem ser transferidas para centros de quarentena, que geralmente são hotéis convertidos.

Em todo o país, o uso de máscara continua a ser a norma nos transportes e em locais públicos e o passe de saúde é obrigatório para a entrada em centros comerciais e escritórios.

- Funciona? -

Com base em dados oficiais, a China conseguiu limitar as infecções a 100 mil casos em dois anos, dos quais menos de 5 mil morreram, panorama que contrasta com o resto do mundo.

Por exemplo, os Estados Unidos ultrapassaram um milhão de infecções em 24 horas no início da semana.

A vida no país voltou em grande parte ao normal, mas as autoridades estão vigilantes, especialmente às vésperas dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, que serão realizados entre 4 e 20 de fevereiro.

"Não podemos evitar que casos individuais ocorram localmente, mas temos total confiança na capacidade de eliminar rapidamente os focos de contágio", declarou em dezembro Liang Wannian, uma autoridade sanitária

- Quem perde? -

Os moradores de áreas confinadas reclamam da falta de alimentos e da dificuldade de acesso aos hospitais.

Uma mulher grávida de oito meses teve sua entrada negada em um hospital de Xi'an porque não tinha um teste anticovid de menos de 48 horas. O aborto que sofreu nas portas do estabelecimento gerou grande polêmica nas redes sociais, o que levou as autoridades a pedir desculpas à paciente e punir os responsáveis, algo incomum na China.

Com as fronteiras praticamente fechadas e as passagens aéreas atingindo preços exorbitantes, muitas famílias não se veem há mais de dois anos.

Embora a China tenha sido a única grande economia que teve crescimento em 2020, alguns setores como transporte, turismo ou hotelaria e restauração ainda não voltaram ao patamar de antes da crise.

No nível local, as medidas de bloqueio levaram ao fechamento de fábricas e interromperam as cadeias de abastecimento.

- Até quando? -

"A China provou que uma estratégia de 'covid zero' pode ser mantida quase indefinidamente", observou o epidemiologista Ben Cowling, da Universidade de Hong Kong.

Na prática, o país fechou suas fronteiras em março de 2020, minimizando o número de voos internacionais e vistos concedidos a visitantes estrangeiros.

No que diz respeito aos cidadãos chineses, o Estado deixou de renovar passaportes, exceto em casos de necessidade imperativa.

Mas o fim das viagens ao exterior afeta apenas uma minoria da população.

As poucas vozes críticas sobre essa política governamental são acusadas de conluio com o exterior.

Em julho, o virologista Zhang Wenhong sugeriu que o país deveria "aprender a conviver com o vírus" e logo em seguida foi alvo de uma operação de busca e apreensão em sua própria universidade.

- O que aconteceria se a China levantasse as restrições? -

Levando em conta o tamanho de sua população o fato de o país ter um sistema hospitalar insuficiente, pesquisadores da Universidade de Pequim alertam que o país poderia experimentar um nível "colossal" de contágios se as restrições fossem relaxadas.

Ivan Hung, epidemiologista da Universidade de Hong Kong, acredita que uma nova geração de vacinas mais eficazes contra as variantes delta e ômicron poderia permitir que o pior fosse evitado.

Até agora, Pequim vacinou sua população com fórmulas de origem nacional.

Para o regime comunista seria problemático convencer sua população a amenizar as medidas e deixar aumentar as infecções, diante do caos da saúde no resto do mundo, que a mídia nacional expõe diariamente.

"A transição (para outro tipo de estratégia de saúde) pode ser complicada porque a sociedade tem o hábito de conviver com um baixo índice de transmissão do vírus", observou o pesquisador Thomas Hale, da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

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