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Os prós e contras de ser um 'freela fixo'

·5 min de leitura
Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Por muito tempo, trabalhar na mesma empresa durante toda a carreira era normal, mas agora as coisas mudaram. Hoje em dia, os trabalhadores trocam de emprego com mais frequência e cada vez mais pessoas estão trabalhando por conta própria.

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Existem mais de 5 milhões de autônomos, e esse número vem crescendo gradualmente desde a crise financeira que abalou o mundo há cerca de uma década. Na chamada economia do mercado informal, há outro fenômeno em alta.

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Estamos falando dos freelas fixos, uma posição intermediária entre o freelancer e o funcionário contratado em período integral.

Segundo Kate Palmer, diretora associada de consultoria da Peninsula, o freela fixo tem como base a seguinte premissa: "o número de trabalhadores autônomos é cada vez maior. Por isso, os empregadores precisam adaptar as vagas de emprego aos novos modelos de trabalho e contratação".

"O freela fixo é um freelancer que recebe uma carga de trabalho considerável de um só empregador, assim a função dele dentro da empresa acaba se transformando em uma posição de tempo integral".

Enquanto os freelancers trabalham para vários clientes e por projeto, os freelas fixos geralmente trabalham para apenas uma empresa, com uma demanda frequente de trabalho. Assim como os freelancers, os freelas fixos são pagos pelo trabalho que fazem e não recebem nada além disso, como férias remuneradas.

Embora normalmente trabalhem para uma ou até duas empresas, eles não têm vínculo empregatício e podem continuar oferecendo serviços para outros clientes, um meio-termo entre o trabalho totalmente autônomo e as estruturas de trabalho corporativas.

"Os freelas fixos assinam contratos com poucas empresas em vez de vender os serviços de forma mais fragmentada. Assim, em vez de enviar um artigo e cobrar por ele, esse profissional tem o respaldo de um contrato", diz Jonathan Richards, CEO e fundador da empresa de RH Breathe. "Por isso, esse conceito é tão atraente, principalmente para quem tem projetos paralelos e quer adaptar o trabalho à vida pessoal, e não o contrário".

O lado bom de ser um freela fixo

Cada vez mais pessoas optam pelo freela fixo para ter mais liberdade, flexibilidade e poder escolher o local e o horário de trabalho. Em uma economia em que nem mesmo os empregos fixos são necessariamente permanentes, muitos trabalhadores estão optando pela autonomia em vez da garantia de trabalho tradicional. "Esse conceito funciona bem para quem valoriza a flexibilidade dos freelas, como jovens adultos ou pessoas que não curtem a estrutura de trabalho tradicional, considerada reconfortante e estável por muitos", comenta Richards.

Basicamente, essa opção é uma preferência pessoal que pode ser uma boa ideia principalmente para quem tem espírito empreendedor.

"Trabalhar por conta própria é o sonho de muitas pessoas, mas é também bastante desafiador. O freela fixo pode ser o primeiro passo nessa trajetória para um trabalho autônomo", ele acrescenta. "Fazer o próprio horário e ter mais liberdade para trabalhar combina com alguns perfis, sem contar que o freela fixo também garante um fluxo constante de renda".

Outro grande benefício é a possibilidade ilimitada de fluxo de renda, já que essa opção oferece a liberdade de trabalhar em vários lugares e por qualquer período.

"Geralmente, as empresas não incluem no contrato cláusulas de conflito de interesses ou acordos de não concorrência, o que significa que os contratados têm liberdade para escolher com quem trabalham e por quanto tempo", diz Richards. "É claro que há algumas obrigações fiscais, mas se colocarmos os valores na ponta do lápis, fica evidente por que as pessoas estão começando a buscar o freela fixo como uma opção de estilo de vida".

O lado ruim de ser um freela fixo

No entanto, nem tudo é um mar de rosas. A natureza imprevisível do trabalho depende de cada empregador e das cláusulas incluídas nos contratos dos freelas fixos.

"É uma brecha na legislação trabalhista, então é claro que tem um lado negativo, pois algumas empresas podem tirar vantagem disso", explica Richards. "Ao contrário da equipe contratada em período integral, os freelas fixos não recebem benefícios ou férias remuneradas, mas costumam trabalhar em horários e turnos semelhantes".

Em alguns casos, trabalhar de 25 a 30 horas por semana pode acabar virando uma rotina de trabalho em horário integral, dificultando a participação em outros contratos e a manutenção da produtividade. Embora tenha mais liberdade, o freelancer precisa lidar com as questões fiscais por conta própria, uma tarefa que pode ser exaustiva e demorada. A insegurança também é um problema, pois esses trabalhadores podem ser facilmente substituídos por outros.

"Nesse modelo de freela fixo, as empresas podem rescindir o contrato e deixar de enviar trabalho de acordo com os próprios critérios, portanto, o sucesso não é garantido. É importante levar as desvantagens financeiras em consideração, pois para as empresas é como contratar funcionários em período integral sem nenhum compromisso", acrescenta Richards.

Por conta do status de autônomos, os freelas fixos também não recebem os mesmos benefícios que os funcionários em período integral, como contribuições para aposentadoria, férias anuais ou garantias de longo prazo.

"As duas partes devem ficar atentas ao assinar contratos para essas funções. Como as leis nessa área ainda são muito incertas, os empregadores podem não estar seguros de quais medidas tomar para negociar os melhores contratos com base nos interesses da empresa", diz Palmer.

"Se ainda assim decidirem seguir em frente devido às vantagens desse modelo, os empregadores deverão ter em mente que o nível de responsabilidade dos freelas fixos não faz com que eles sejam funcionários. Dessa forma, eles não terão direitos a outros benefícios além dos oferecidos aos autônomos".

Lydia Smith

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