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Os principais projetos de cripto e blockchain para o agronegócio na América do Sul

Kesia Rodrigues
·4 minuto de leitura

A aplicação da blockchain no agronegócio promete revolucionar o mercado de produtos agrícolas. Além do retorno financeiro, o uso da tecnologia gera também impactos positivos até mesmo para o meio ambiente.

Os criptoativos estão cada vez mais presentes no mercado. Depois da possibilidade da chegada no mercado financeiro tradicional, com fundos em Bitcoin abertura de capital de exchanges, parece ter chegado a vez do agronegócio.

Segundo um estudo da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a blockchain oferece novas possibilidades para essa indústria. Confira a seguir algumas iniciativas.

Soya: a criptomoeda da soja

Um desses destaques de criptoativos no mundo do agro é a Soya, primeira criptomoeda com lastro em grãos de soja criada pela startup argentina Agrotoken, e que, possivelmente, estará disponível em breve no Brasil, maior produtor de soja do mundo.

O negócio envolve a tokenização de soja armazenada junto a uma empresa parceira da Agrotoken. Os grãos, por sua vez, servem de lastro para uma stablecoin que pode ser negociada no mercado. A companhia pretende tokenizar 5% da produção mundial.

Coffee Coin: futura cripto de café?

Lançada em agosto de 2020 pela Minasul, cooperativa de Varginha, em Minas Gerais, a Coffee Coin é uma criptomoeda que funciona como barter, mecanismo de financiamento da safra no qual o produtor paga pelos insumos com os grãos que serão colhidos.

Nesse negócio, cada Coffee Coin equivale a 1 kg de café verde no padrão comoditizado. Pode-se trocar as moedas por insumos, produtos ou maquinários em lojas da cooperativa. Essas negociações ocorrem apenas entre a cooperativa e o cooperado. No entanto, há planos de transformar a Coffee Coin em um criptoativo lastreado no grão, algo parecido com a Soya.

O setor cafeeiro mineiro possui outras iniciativas em cripto. Um exemplo de sucesso é a participação de produtoras de café do sul de Minas Gerais no projeto Semente Café Sustentável.

Moeda Semente

Fintech voltada para o uso da blockchain para impacto social no Brasil, a Moeda Semente atua no mercado cripto focada na agricultura familiar.

Recentemente, a empresa entrou para o setor das finanças descentralizadas criando a Moeda.Finance, que objetiva impulsionar o acesso de empreendedoras, principalmente mulheres carentes, ao microcrédito.

Blockchain para cana-de-açúcar

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) tem usado blockchain para monitorar a cadeia de produção da cana-de-açúcar no país.

A implementação começou em 2021 e o projeto é conduzido com a Cooperativa dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo (Coplacana), a Safe Trace e usinas do interior do estado de São Paulo.

Coreledger: tokenização de produção agrícola

Na Argentina, a plataforma Coreledger oferece um mecanismo de tokenização de produção agrícola que permite a pequenos produtores comercializarem itens em mercados abertos P2P.

O objetivo é criar novos canais de negociação para trade de tokens que possam ser trocados depois no mundo real, escapando do mercado tradicional, mais afetado pela hiperinflação no país vizinho. A solução se parece com a Soya, mas também poderia ser aplicada a gado ou milho, por exemplo.

Tokens ambientais

A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) tem se valido de uma plataforma em blockchain que opera com mercados de carbono a fim de colaborar com as empresas que querem compensar suas emissões de gases que contribuem para as mudanças climáticas.

O criptoativo brasileiro MCO2, por sua vez, criado pela empresa Moss vai ser utilizado pela exchange britânica Archax. Para Luis Felipe Adaime, CEO da Moss, o token é uma espécie de criptomoeda ambiental, um Bitcoin verde.

Futuro do agro com blockchain e outras tecnologias

A modernização financeira gerada pela blockchain gera melhorias significativas para o mercado agro, incluindo benefícios como maior segurança, agilidade, melhoria na logística, facilidade para o registro de terras, sustentabilidade e rastreabilidade.

O futuro da agropecuária, de acordo as discussões ocorridas no Fórum Econômico Mundial, perpassará essas inovações e o presidente do Banco Central brasileiro vem sinalizando com frequência que o país avança no processo de tokenização de ativos, com, inclusive, criação de uma moeda digital.

A blockchain, no entanto, vem sendo utilizada no Brasil em diversas outras frentes, incluindo no governo.

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