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Os primeiros continentes emergiram do oceano há 3 bilhões de anos, diz estudo

·3 min de leitura

Hoje, os continentes representam 30% da superfície terrestre. Mas eles não estiveram sempre aqui — e determinar o momento em que estas grandes massas de terra começaram a emergir do oceano global é fundamental para entender, por exemplo, como a vida evoluiu no planeta. Segundo um novo estudo, conduzido pela Monash University, os primeiros continentes teriam surgido há 3 bilhões de anos — bem mais cedo do estimado anteriormente.

Para determinar a idade dos primeiros continentes, os pesquisadores se concentraram em rochas dos mais antigos fragmentos continentais conhecidos: os crátons, localizados na Índia, Austrália e África do Sul, resultado das primeiras praias do mundo. Segundo os cientistas, as primeiras massas de terra começaram a avançar o nível do mar há cerca de 3 bilhões de anos, e não há 2,5 bilhões de anos, como pesquisas anteriores haviam calculado.

Fragmentos de zircão encontrados no arenito do cráton Singhbhum (Imagem: Reprodução/ Priyadarshi Chowdhury et al./Monash University)
Fragmentos de zircão encontrados no arenito do cráton Singhbhum (Imagem: Reprodução/ Priyadarshi Chowdhury et al./Monash University)

Quando as primeiras rochas começaram a apontar acima do mar, o intemperismo se encarregou de reduzi-las a pedaços cada vez menores, formando os grãos de areia, eventualmente depositados à costa pelo vento e chuvas. “Esses processos, que podemos observar em ação durante uma ida à praia hoje, estão operando há bilhões de anos”, explicaram os pesquisadores. A partir destes antigos depósitos, os geólogos podem entender parte deste quebra-cabeças.

Para isto, a equipe analisou partes do cráton Singhbhum, uma antiga crosta continental responsável por formar as partes orientais do subcontinente indiano. Ele contém formações bem antigas de arenito, uma camada formada a partir da areia soterrada e comprimida durante milhares de anos. “Determinamos a idade desses depósitos estudando grãos microscópicos de um mineral chamado zircão, preservado dentro desses arenitos, disse a equipe.

O arenito também é conhecido como uma das rochas menos densas e, portanto, mais flutuantes (Imagem: Reprodução/Priyadarshi Chowdhury et al./Monash University)
O arenito também é conhecido como uma das rochas menos densas e, portanto, mais flutuantes (Imagem: Reprodução/Priyadarshi Chowdhury et al./Monash University)

O zircão apresentava pequenas quantidades de urânio, elemento que se transforma em chumbo a partir da decomposição radioativa. Com isso, a equipe estimou a idade da rocha a partir da técnica de datação de urânio-chumbo, a qual permite rastrear datas mais antigas do que a datação de carbono é capaz. “Isso também sugere que uma massa de terra continental surgiu no que hoje é a Índia há pelo menos 3 bilhões de anos”, acrescentaram os autores.

Além disso, rochas sedimentares com idade aproximada são encontradas em outras crátons antigos, como na Austrália e na África do Sul, indicando que diversas massas de terra teriam surgido neste mesmo período. Os pesquisadores acreditam que, há 3 bilhões de anos, o cráton Singhbhum atingiu 50 km de espessura, o que teria sido suficiente para fazê-lo flutuar na crosta terrestre.

A equipe também destacou que a erosão dos primeiros continentes teria sido fundamental para fornecer os nutrientes necessários para a vida fotossintética que estava florescendo na Terra primitiva, provocando uma explosão na produção de oxigênio e dando origem a uma atmosfera rica deste elemento vital. O surgimento dos continentes também teria impulsionado o sequestro de carbono atmosférico, resfriando o clima global.

A pesquisa foi publicada no periódico científico Proceedings of the National Academy of Sciences.

Fonte: Canaltech

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