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Os jogos mais decepcionantes de 2020

Felipe Ribeiro
·7 minuto de leitura

O ano de 2020 ficará marcado para sempre devido à pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2). Com esse problema de escala global, muitos setores da sociedade foram afetados de maneira crítica, principalmente aqueles que demandam mais tempo de trabalho. O mundo dos games, apesar de se beneficiar por um lado, com mais vendas de jogos e consoles, viu na produção de jogos e de hardwares seu maior desafio.

Dificuldades à parte, 2020 conseguiu nos agraciar com excelentes games, mas também não atendeu a nossa expectativa com inúmeros outros títulos. Um jogo ser decepcionante não quer dizer que ele seja ruim ou que não possa melhorar com o passar do tempo, mas tem muito a ver com a expectativa criada em cima dele, seja pela mídia, seja pelas próprias produtoras.

Com isso em mente, o Canaltech separou os 10 jogos mais decepcionantes de 2020.

10. Bleeding Edge

Lançado logo no início da pandemia, Bleeding Edge chegou para o ecossistema de Xbox com a proposta de ser um shooter diferenciado — e conseguiu. O jogo é muito bom e diverte, tendo pessoas lotando suas salas até hoje, já que ele é essencialmente online. O problema, porém, é que um game com tamanho potencial não tenha tido mais conteúdo, algo que até hoje não foi melhorado.

A Ninja Theory até tinha prometido mais conteúdo para Bleeding Edge, mas, talvez pelo foco em Hellblade 2 e com a dificuldade de se trabalhar na pandemia, as coisas não correram tão bem.

Bleeding Edge tem enorme potencial e é muito divertido, mas precisa de um banho de loja.

9. NBA 2K21

Um aviso: os jogos de esporte vão dominar essa lista. O motivo é simples: espera-se muito e o que chega não é bem aquilo que imaginávamos.

Captura de Tela: Sergio Oliveira
Captura de Tela: Sergio Oliveira

Reconhecidamente o melhor simulador de basquete disponível, NBA 2K21 é um baita jogo, mas está bebendo da mesma fonte há pelo menos três edições. São poucas as inovações na jogabilidade e as adições de conteúdo deixam a desejar.

Com uma versão bem otimizada para a nova geração, a 2K poderia ter trabalhado um pouco mais em cima de algumas falhas que são conhecidas, como as jogadas de pick'n roll. Tomara que, em 2022, vejamos melhorias mais significativas.

8. Madden NFL 21

Para Madden NFL 21, a estagnação é ainda mais evidente. Apesar do excelente conteúdo, o gameplay segue o mesmo da versão 2020.

Entendemos, contudo, que o futebol americano é um esporte com muitas nuances e regras, jogadas variadas e componentes de inteligência infinitos, mas sempre dá para melhorar, e isso não acontece há algum tempo.

Tal qual aconteceu com os demais jogos otimizados para a nova geração, Madden NFL 21 também recebeu um bom upgrade na parte gráfica, mas apenas nela.

7. eFootball PES 2021 Season Update

Por mais que, em nossa análise, tenhamos elogiado a atitude da KONAMI de deixar a versão 2021 de PES de lado para focar na troca de engine e um jogo completamente novo em 2022, fica difícil de defender, sob o ponto de vista de mercado e serviço aos fãs da franquia — que ainda existem —, o lançamento de eFootball PES 2021 Season Update.

O jogo é exatamente o mesmo do ano passado, mas com as equipes e uniformes de 2020. E isso não é necessariamente um elogio, já que PES ainda carece de um gameplay mais realista, apostando mais em um jeitão mais despojado de bater bola.

A promessa para 2022 é um jogo completamente novo. Esperamos ansiosos.

6. Warcraft III: Reforged

A Blizzard havia obtido êxito ao lançar a versão remasterizada do Warcraft original. Trouxe o mesmo jogo, mas com boas correções e foi bem aceito pela comunidade. Com isso em mente, a publisher resolveu fazer o mesmo com Warcraft III, lançando a versão Reforged. Mas o que se viu foi apenas um remendo, um relançamento bem meia boca.

Em Warcraft III: Reforged temos algumas das promessas feitas pela empresa, como resolução e texturas em 4K. O problema, porém, é que as animações dos personagens seguem bem robóticas, sem qualquer polimento. Falhas de gameplay vistas na versão original também retornaram.

5. Godfall

A impressão que se tem ao observar Godfall é de que se trata de um jogo para cumprir tabela. O título foi o primeiro a ser anunciado para PlayStation 5 e traz uma espécie de RPG com jogabilidade de ação e hack'n slash. Isso, porém, é feito de modo muito simplório.

A expectativa era de acertar em uma espécie de Devil May Cry 5, mas passou longe, bem longe.

4. FIFA 21

Ano após ano, a franquia FIFA está sempre no olho do furacão, seja para o bem, seja para o mal. É, disparadamente, o melhor jogo de futebol disponível e isso te traz enormes responsabilidades: manter o nível e agradar a gigantesca base de jogadores.

Em termos de conteúdo, nada a reclamar de FIFA 21. Vários modos de jogo, seja online, seja offline, as principais competições do mundo licenciadas e, claro, a menina dos olhos da EA, o Fifa Ultimate Team.

Mas a jogabilidade é idêntica a de FIFA 20, com os mesmos defeitos, inclusive. Finalizações com retardo, uma facilidade imensa para dribles e, claro, bugs intermináveis e que não foram corrigidos na belíssima versão otimizada para os novos consoles.

A EA precisa se coçar e pensar em uma evolução considerável para 2020, já que a Konami está fazendo isso para o PES.

3. Pokémon Mystery Dungeon: Rescue Team DX

Bonitinho, mas ordinário. Essa talvez seja a melhor definição de Pokémon Mystery Dungeon: Rescue Team DX. O remake do game lançado para Game Boy Advance em 2005 melhora no visual, é verdade, mas os defeitos seguem os mesmos.

Aqui, controlamos os monstrinhos e devemos explorar masmorras e outros locais em busca de alianças, só que tudo segue muito repetitivo e, para avançar, pouca estratégia é necessária. Tal qual falamos sobre os jogos de esporte, melhorar a aparência não basta.

2. Marvel's Avengers

Quando foi anunciado, Marvel's Avengers trouxe uma sensação única aos fãs da franquia e ao mercado. Era ali, talvez, a chance de trazer toda a magia da franquia nos cinemas para os videogames, em um produto que reunia todos os principais heróis da Marvel. Não foi bem assim.

Aqui, talvez, seja um caso de comparação meio injusta, já que o Universo Cinematográfico da Marvel é um trabalho de longa data, com mais de uma década de empenho, mas a Square Enix bem que poderia ter caprichado mais.

Os problemas do jogo começam com a aparência dos heróis, que em nada lembra a dos atores reais. Claro, temos que ponderar questões contratuais e de direitos autorais, mas se a ideia era ser ousado e trazer os Vingadores para os videogames, isso deveria te sido pensado.

Já sobre a jogabilidade, mais "problemas". Tudo é muito simples e repetitivo. A história, porém, agrada.

1. Cyberpunk 2077

Como amante dos videogames, não há como não ficar triste com o que está acontecendo com Cyberpunk 2077 e sua produtora, a CD Projekt Red. Desde quando foi anunciado, este jogo foi nutrido de um hype dos mais absurdos da história da indústria, seja por parte da mídia, seja por parte da própria CD Projekt, e o resultado, pelo menos até que tudo seja corrigido, é péssimo.

Captura de Tela: Felipe Demartini
Captura de Tela: Felipe Demartini

Para jogar Cyberpunk 2077 em toda a sua glória, é necessário, ao menos, um PC de última geração. Os novos consoles, por sua vez, receberão uma versão otimizada. Logo, a grande parte dos jogadores experimentou o game no Xbox One e no PlayStation 4, e aí é que começou todo o problema.

Bugs diversos, desempenho péssimo e gráficos que escancaravam que Cyberpunk 2077 não era um jogo pronto ou até pior: que não era um jogo pensado para os consoles da geração passada.

A CD Projekt Red já trabalha para corrigir isso e, até fevereiro de 2021, o jogo deve estar bem melhor. Mas, diante do hype causado e de tudo o que foi prometido para Cyberpunk 2077, tudo deixou muito a desejar.

Fonte: Canaltech

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