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Os 10 melhores documentários disponíveis na Netflix

Sihan Felix
·8 minutos de leitura

O Dilema das Redes pode ter reforçado a força dos documentários, seja por atender a um tema comum a praticamente todos nós, seja por ser um documentário bem realizado. Mas há filmes desse gênero dos mais variados em forma e em conteúdo. A ideia desta lista, portanto, é atender da maneira mais abrangente possível uma parcela considerável do público: de um filme que relata o mundo do doping em um esporte olímpico a outro que discorre sobre um sushi dos sonhos (isso mesmo); de uma produção que vai a fundo em questões feministas a outra que trata da extinção do partido comunista indonésio...

E é óbvio que, no campo para comentários, toda indicação será bem-vinda! Podemos ir fazendo uma espécie de corrente. Assim, mais e mais bons filmes poderão chegar a todos.

Vamos à lista dos 10 melhores documentários para assistir na Netflix, que acabou se tornando uma reunião dos 10 mais variados e efetivos em suas formas e conteúdos (sem um ordem exatamente qualitativa).

10. O Dilema das Redes

O filme que tem dado o que falar, explora o perigoso impacto das redes sociais, com especialistas em tecnologia soando o alarme em suas próprias criações. A verdade é que, por mais que pouco seja novo no que é exposto, ter contato justamente com quem sempre esteve por trás parece surtir um efeito mais forte e imediato. Dessa forma, O Dilema das Redes trouxe a discussão muito à tona em uma época que o mundo tem se afogado em um esquema de desinformação.

9. What Happened, Miss Simone?

Um filme sobre a vida da lenda Nina Simone, uma cantora americana, pianista e ativista dos direitos civis rotulada como a "Alta Sacerdotisa do Soul". Uma mulher inspiradora, gigante e que marcou toda a história da música e da luta a favor da igualdade racial. What Happened, Miss Simone? é dirigido por Liz Garbus, de Lost Girls — Os Crimes de Long Island.

8. Visita ao Inferno

Para quem gosta da natureza, do poder que ela exerce sobre a Terra, Visita ao Inferno explora vulcões ativos ao redor do planeta com a sensibilidade do lendário Werner Herzog. Acaba que o documentário, por mais que seja costurado pelos tais vulcões, é muito sobre a natureza humana.

7. Shirkers — O Filme Roubado

O documentário é regido por uma mulher que explora os eventos em torno de um filme que ela e seus amigos começaram a fazer com um estranho misterioso décadas atrás. É um filme intimamente conceitual sobre valores pessoais, empatia e amadurecimento.

6. Senna

É tudo tão eficiente em Senna que até mesmo os minutos finais, que trazem algum melodrama e se desvencilham da unidade firme anterior, são bonitos e prestam uma homenagem válida e sincera. Decidindo pela entrega ao olhar mais alheio, o diretor britânico Asif Kapadia demonstra consciência social, histórica e principalmente empática. Porque fomos nós, brasileiros de uma geração que precisava — por vários motivos — ser feliz no início dos anos 1990, que sentimos aquele 1º de maio de 1994.

5. Miss Representation

Não é um documentário perfeito. De forma alguma. Quando Miss Representation foi lançado, ele sofreu queixas por não oferecer soluções e só ressaltar os problemas do mundo machista. Por outro lado, a síntese de um filme relevante passa muitas vezes pela sua capacidade de intrigar, de fazer refletir e pensar sobre o tema abordado. Por esse lado, a demonstração do quanto as mulheres foram subjugadas ao longa da história e representadas como um ser de poderio inferior é um atestado da fraqueza masculina que, para se sentir forte, parece necessitar do domínio do oposto. Alice Walker, escritora e ativista americana citada no filme, não poderia estar mais certa: “A maneira mais comum de as pessoas desistirem de seu poder é pensar que elas não têm nenhum.”

Curiosidade: Jennifer Siebel Newsom (que dirigiu Miss Representation junto a Kimberlee Acquaro) é também atriz, tendo passado, inclusive, pela série Mad Men.

4. Jiro Dreams of Sushi

No porão de um arranha-céu em Tóquio, próximo a uma estação de metrô, Jiro Ono serve apenas sushi em seu restaurante. Jiro Dreams of Sushi é um documentário sobre um homem que tem o sushi como seu grande amor e, ao mesmo tempo, seu grande vilão. Isso porque o perfeccionismo atrapalha Jiro a ponto de ele permanecer em um limite claustrofóbico entre a lucidez e a loucura. No final das contas, o documentário parte de um homem particular e passa a ser um tratado sobre a vida, sobre o poder da empatia, sobre o quanto a importância que se dá ao próximo pode ser o remédio para as aflições da vida.

Curiosidade: O diretor de Jiro Dreams of Sushi é David Gelb, que dirigiu o péssimo Renascida do Inferno (2015). Fica claro que o talento do moço, ao menos por enquanto, não é para a ficção.

3. Ícaro

O melhor do documentário investigativo e com um envolvimento arriscado do cineasta Bryan Fogel, que, com seu trabalho duplo, é levado a Grigory Rodchenkov, chefe do laboratório antidoping russo. Mas Fogel, que não percebe a tempo (ou percebe?), passa a se envolver diretamente, além de ser, de dentro, um cronista do maior escândalo de doping do esporte, conforme os detalhes vão sendo revelados. A história passa de uma experiência pessoal para um thriller geopolítico em questão de cenas. Urina contaminada, morte inexplicável e ouro olímpico fazem parte de um documentário para se assistir com os olhos grudados na tela.

Curiosidade: Ícaro foi o primeiro documentário produzido pela Netflix a vencer o Oscar em sua categoria.

2. Winter on Fire: Ukraine's Fight for Freedom

Winter on Fire: Ukraine's Fight for Freedom é daqueles raros filmes que têm a força de fazer o espectador ter uma relação muito próxima através de algo muito distante. Assim, é possível que o sentimento de patriotismo para com a Ucrânia se estabeleça já nos primeiros 15 minutos. Aliado a esse fato, o documentário também tem coração o suficiente para causar reflexões que vão muito além da luta por liberdade que acompanha o subtítulo: a luta é por ser humano, por todos aqueles que querem, mais do que liberdade, a mais honesta felicidade para si e para suas famílias.

O preço em Winter on Fire: Ukraine's Fight for Freedom é alto, é doloroso, mas, simultaneamente, representa a esperança por mudanças. Fica, no mínimo, a mensagem real e atemporal de que é preciso lutar de qualquer forma, porque aqueles que detêm o poder de maneira egoísta, egocêntrica e enganosa não irão desistir de boa vontade.

Esse filme, dirigido por Evgeny Afineevsky e que concorreu ao Oscar de Melhor Documentário em 2016, já figura entre os melhores do século XXI. E assim deverá permanecer por muito... muito tempo.

Curiosidade: Apesar do interesse e da dedicação em Winter on Fire: Ukraine's Fight for Freedom, o diretor Evgeny Afineevsky é russo, de Cazã (na República do Tartaristão, onde somente a minoria é de ucranianos).

1. The Act of Killing

Disponível na Netflix em sua versão para cinema (Theatrical Cut), The Act of Killing é um documentário que revela que o mal não nasce somente dos atos, mas pode surgir pelo esquecimento. A perpetuação da maldade como algo costumeiro, para o filme, é o ato mais odioso e covarde da índole humana.

Ao contrário de Jiro Dreams of Sushi, que parte do íntimo e se torna mais abrangente, The Act of Killing vai de e ao encontro da monstruosidade particular dos seus personagens. Nesse sentido, sua cena mais poderosa é, sem dúvida, aquela em que o personagem Anwar Congo é observado de perto e é possível enxergar não somente um rosto, mas a abominação que aquele homem sempre ignorou.

Curiosidade: A citada cena do personagem Anwar foi comentada por alguns críticos como sendo passível de indicação ao Oscar de Melhor Ator, o que causa espanto pela incerteza se aquele homem estava, de fato, sendo natural ou atuando a pedido da direção.

Ficam, então, as indicações e o espaço dos comentários para acréscimos e tudo o que desejarem. Sem dúvida, como sempre ao fazer uma lista, foi dolorido, mas tenho certeza que vocês conseguirão complementar e enriquecer tudo o que está aí.

Fonte: Canaltech

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