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Os 15 piores filmes baseados em jogos

·12 min de leitura

Já existe uma máxima no mundo do cinema que todo filme baseado em jogo vai ser ruim. Há quem veja como uma regra, outros como uma maldição. Independentemente do que seja, a verdade é que os games realmente nunca tiveram muita sorte nas telonas e, por muito tempo, as tentativas de adaptação serviram apenas para maldizer os videogames — de forma totalmente justificável, infelizmente.

As razões para esse show de horrores que assolou os anos 1990 e 2000 são várias, mas partia sobretudo de um ponto em comum: pegar o nome de uma série de jogos de sucesso e ignorar toda a sua história para criar algo novo e sem sentido. Assim, o resultado quase sempre era um filme que não agradava nem aos fãs e muito menos quem só esperava algo minimamente bom.

De uns anos para cá, os estúdios de Hollywood até se esforçaram um pouco mais para deixar seus filmes mais próximos dos jogos originais, mas a verdade é que a quantidade de filme ruim continua sendo muito superior àqueles que a gente considera aceitável. Por isso, o Canaltech decidiu listar algumas das atrocidades que os jogos já ofereceram ao cinema para garantir que esses crimes nunca sejam esquecidos.

15. Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City

Sabe aquela velha história de que de boas intenções o inferno está cheio? Pois esse é um bom resumo para o que aconteceu com Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City, a mais recente tentativa de adaptar o clássico jogo de zumbis para os cinemas.

Ao contrário da franquia estrelada por Milla Jovovich, Bem-Vindo a Raccoon City é muito cheio de boas intenções e de uma clara vontade de agradar o fã. O problema é que o roteiro se empolga demais com isso e começa a socar referências e histórias que simplesmente não fazem sentido dentro do roteiro proposto.

Assim, por mais que ele seja um longa com bastante coração, isso não é o suficiente para dar consistência à trama e o longa parece uma grande colagem de situações dos jogos em que nada dialoga.

Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City está disponivel no Now, Google Play, Looke, Claro Vìdeo, Microsoft Store, iTunes e Amazon.

14. Lara Croft: Tomb Raider - A Origem da Vida

O primeiro Lara Croft: Tomb Raider é aquele filme ruinzinho que a gente gosta pelo saudosismo. Só que nem mesmo a nostalgia é capaz de sustentar A Origem da Vida, o segundo longa de Angelina Jolie no papel da famosa exploradora dos jogos.

Isso porque ele intensifica o tom exagerado da personagem, amplia as situações absurdas e traz uma história para lá de sem graça com algumas reviravoltas bem previsíveis e personagens terrivelmente caricatos, com direito até uma tentativa de emplacar um romance para a heroína. Tudo isso com um Daniel Craig novinho e sem entender como diabos foi parar ali.

Lara Croft: Tomb Raider - A Origem da Vida está disponível no Telecine e para compra e locação no Google Play, Microsoft Store, Claro Vídeo, iTunes e Amazon.

13. Street Fighter: A Batalha Final

Uma das primeiras grandes adaptações de jogos para os cinemas e também uma das primeiras grandes decepções dos jogadores. Afinal, quando todo mundo estava maluco escolhendo Ryu e Ken nos fliperamas, alguém em Hollywood achou que seria uma boa ideia focar a história em Guile.

A razão para isso é óbvia: o filme tinha que ter um protagonista americano e o militar era a escolha óbvia. Para isso, Jean Claude Van Damme foi escalado — lembrando que o ator é belga — e todos os personagens foram descaracterizados em níveis absurdos ao ponto de Honda virar um cinegrafista havaiano e a dupla Ryu e Ken aparecerem armados.

O mais triste desse filme é que ele foi o último trabalho de Raul Julia, que gravou todas as suas participações enquanto tratava de um câncer. Na época, ele afirmou que aceitou o papel para agradar os filhos, que eram fãs dos jogos — e a sua interpretação do vilão M. Bison é a única coisa digna de elogios da adaptação.

Street Fighter: A Batalha Final está disponível para locação e compra no Now, Looke, Google Play e Microsoft Store.

12. DOA: Dead or Alive

Os jogos da série Dead or Alive não são tão populares quanto outros games de luta, como Mortal Kombat e o próprio Street Fighter. Só que, mesmo assim, alguém decidiu que seria uma boa ideia levar esse universo para as telas se apoiando naquilo que ela tem de mais particular: a sexualização de suas personagens.

Então temos um fiapo de história em que um grupo de jovens garotas entram em um torneio de artes marciais, mas que passam a maior parte do filme com pouca roupa. E tem espaço até para uma bizarra partida de vôlei de praia entre uma luta com espadas e outra.

Para a sua sorte, ninguém quis colocar essa bomba em seu catálogo de streaming.

11. Hitman: Agente 47

A premissa da franquia Hitman é bem simples: trata-se de um exímio assassino muito bem treinado (incluindo geneticamente) para matar em missões que vão exigir que ele adote diversas identidades para cumprir seu objetivo — que geralmente é matar alguém da forma mais silenciosa possível.

Basicamente, é a história básica de qualquer filme genérico de ação desses que passam de madrugada na TV. Só que, mesmo assim, o pessoal conseguiu errar a mão com Agente 47, entregando uma trama que só não é esquecível por ser terrível demais.

O mais incrível disso é que tentaram adaptar o jogo duas vezes em um intervalo de oito anos e tanto a versão de 2007 quanto a de 2015 são sofríveis.

A versão mais recente da adaptação está disponível no Star+.

10. Mortal Kombat: A Aniquilação

Curiosamente, Mortal Kombat foi uma das primeiras franquias dos games a garantir um sucesso nos cinemas, e isso parece ter empolgado os produtores, que logo encomendaram uma sequência. E tudo conspirava para que A Aniquilação repetisse o bom desempenho, já que, além do embalo do longa de 1995, Mortal Kombat 4 havia acabado de chegar aos consoles.

Só que os produtores não esperavam que o filme precisasse também de um roteiro decente, de bons atores e efeitos convincentes. O resultado foi um filme que até tenta se aproximar da história dos jogos, mas que acaba descambando para algo muito próximo da comédia não intencional. E não apenas pelo Shao Khan baixinho ou pelo Motaro terrivelmente digitalizado.

Mortal Kombat: A Aniquilação foi tão mal na época que praticamente enterrou a franquia. A ideia original era que mais filmes viessem na sequência, mas todos os planos foram abandonados após essa tragédia. Além disso, os próprios criadores dos jogos, Ed Boon e John Tobias, já disseram que veem esse filme em específico como o ponto mais baixo de toda a história da franquia.

Mortal Kombat: A Aniquilação está disponível na HBO Max e para compra e locação no Now, iTunes e Google Play.

9. Street Fighter: A Lenda de Chun-li

Um dos maiores mistérios de Hollywood é por que os estúdios odeiam tanto a dupla Ryu e Ken, os verdadeiros protagonistas de Street Fighter. Nas duas tentativas de levar a série para os cinemas, ignoraram os personagens e emplacaram outros nomes sem sucesso. E por mais que todo mundo se lembre do clássico filme de 1994 com Jean-Claude Van Damme no papel de Guile, o nível de qualidade é ainda menor em A Lenda de Chun-li.

A coisa aqui é tão triste que o próprio Van Damme se recusou a participar. O que restou então foi um elenco fraco, que em nada lembrava os personagens dos jogos, em uma história genérica envolvendo pai sequestrado por uma organização criminosa e uma jovem aprendendo a lutar com um velho oriental. E vamos combinar que um filme baseado em um game de luta em que as cenas de ação são mal feitas é algo imperdoável.

Street Fighter: A Lenda de Chun-li está disponível no Prime Video, Looke e na Pluto TV.

8. Tekken

Só existe uma razão plausível para alguém assistir à adaptação de Tekken: ver Eddy Gordo lutando capoeira. Dito isso, temos outro filme de jogo de luta que falhou miseravelmente em adaptar a história do game. Levando em conta que esse gênero nunca foi conhecido por seus roteiros muito elaborados, Tekken consegue ser ainda mais decepcionante.

Aqui temos uma trama futurista em que o mundo é comandado por empresas que, numa abordagem pão e circo, criam um enorme torneio de lutas para entreter a população. O resto é uma lorota de vingança que você rapidamente ignora enquanto pensa em outras coisas melhores para fazer com o seu tempo.

Prova de que esse filme é terrível é que o criador dos jogos, Katsuhiro Harada, renega essa adaptação. Misteriosamente, alguém decidiu financiar uma continuação.

7. King of Fighters: A Batalha Final

Finalizando nossa surra nas adaptações de jogos de luta e provando que nenhuma franquia escapou incólume de Hollywood, temos King of Fighters: A Batalha Final. Se os exemplos anteriores eram ruins, aqui a gente tem um filme que beira o criminoso de tão terrível.

A coisa é tão fora de controle que a série, que sempre girou em torno de um torneio de lutas com competidores do mundo todo, se transformou em uma trama de espionagem e confrontos em dimensões alternativas. Nada faz sentido. Nada.

6. Super Mario Bros.

Um clássico do cinema trash (Imagem: Reprodução/Buena Vista Pictures)
Um clássico do cinema trash (Imagem: Reprodução/Buena Vista Pictures)

É impossível elencar os piores filmes de jogos sem citar Super Marios Bros. Afinal, estamos falando de uma das franquias mais populares de todo o mundo até hoje e uma das primeiras a ganhar sua versão em live-action. O problema é que a adaptação é tão ruim que deu a volta e ficou boa, virando uma espécie de clássico cult do cinema trash.

Basicamente, o que ele fez foi pegar a lenda urbana de que havia jacaré nos esgotos de Nova York e expandiu isso para uma realidade alternativa em que a humanidade evoluiu dos dinossauros. Aí temos um bando de atores conhecidos caracterizados como personagens que deveriam ser aqueles que a gente conhecia dos jogos, mas que em nada lembram o visual clássico, em uma história que vai fazendo menos sentido à medida que o tempo passa.

Se você cresceu nos anos 1990, com certeza foi traumatizado por esse filme.

5. Silent Hill: Revelação

O primeiro filme de Silent Hill foi uma boa surpresa, então era óbvio que ele ganharia uma sequência. Só que o diretor abandonou o projeto e o roteirista foi preso, obrigando uma nova equipe a assumir a adaptação, o que resultou em mais uma tragédia que enterrou a franquia nos cinemas de uma vez por todas.

Ele tenta adaptar a história de Silent Hill 3, mas não se esforça muito na tarefa e termina com um roteiro confuso e bem perdido que se preocupa muito mais em mostrar os monstros clássicos do jogo do que em fazer sentido.

Silent Hill: Revelação está disponível no Now.

4. Resident Evil: Apocalipse

Para ser bem sincero, toda a franquia Resident Evil merecia estar aqui nessa lista, mas o segundo filme da série é um belo resumo de tudo aquilo que a série se tornou: um festival de cosplays correndo de um lado para o outro sem que nada fizesse sentido. Isso acontece porque o primeiro filme foi bastante criticado por abandonar a história dos jogos e, em Apocalipse, eles decidiram oferecer isso aos fãs, mas sem se importar muito com a lógica ou o bom senso.

As caracterizações até que estão boas e esse é o maior elogio que esse filme merece. De resto, temos um Nemesis baixinho de borracha e atuações que parecem aquele teatro da quarta-série de que você era obrigado a participar na escola.

Resident Evil: Apocalipse está disponível para locação no Claro Vídeo, Paramount+, Globoplay, Now, iTunes e Amazon.

3. Monster Hunter

Nos videogames, a série Monster Hunter tem uma premissa bem simples: você é um caçador que sai por aí matando monstros gigantes. É algo tão básico que se torna realmente complicado desenvolver duas horas de filme a partir disso. Só que existe um abismo que separa esse conceito de “soldados viajam para outra dimensão e agora precisam lutar com feras gigantes para poder voltar para casa”.

O filme foi produzido pelo mesmo pessoal que fez Resident Evil, o que explica por que parece que ninguém leu sequer a sinopse dos jogos.

Monster Hunter está disponível na HBO Max e para locação e compra no Oi Play, Microsoft Store, Google Play, iTunes e Looke.

2. Alone in the Dark

De todos os golpes que Uwe Boll aplicou, Alone in the Dark é um dos mais dolorido nos fãs (Imagem: Reprodução/Liongate Films)
De todos os golpes que Uwe Boll aplicou, Alone in the Dark é um dos mais dolorido nos fãs (Imagem: Reprodução/Liongate Films)

Quando o assunto é adaptação ruim de jogo, um nome reina soberano: Uwe Boll. O cineasta alemão se especializou por seus filmes terríveis e virou uma espécie de figura folclórica no meio — o que ganhou força depois que ele começou a desafiar críticos de cinema a lutarem boxe com ele. Só que não tem nocaute no mundo que faça Alone in the Dark ser minimamente bom.

O jogo é um dos clássicos do Survival Horror, mas foi dilacerado neste filme que parece não saber que história quer contar. Começa com um investigador paranormal, passa para experimentos governamentais em crianças e termina com um artefato maia abrindo um portal para criaturas sobrenaturais invadindo o nosso mundo.

1. Postal

Para encerrar nossa lista, mais uma obra-prima deste pugilista gamer. E das várias adaptações que Uwe Boll cometeu — e o verbo é esse mesmo —, Postal segue sendo uma das mais terríveis. Isso porque ele se baseia em um jogo que já não se leva muito a sério e nem tenta fazer sentido, mas o filme consegue ir muito mais longe.

Duvida? Veja a sinopse:

"Postal Dude descobre que está sendo traído por sua esposa obesa e, de quebra, tem uma experiência humilhante durante uma entrevista de emprego. Decidido a recomeçar a vida, pede ajuda a seu tio, que é líder de uma seita apocalíptica que deve milhões de dólares ao governo em impostos. Assim, os dois planejam um grande roubo — mesmo que, para isso, tenham que enfrentar Osama Bin Laden e seu amigo George W. Bush".

É até difícil encontrar qualquer palavra para descrever um filme desses. E o pior é saber que o ganhador do Oscar J. K. Simmons aceitou participar disso.

Fonte: Canaltech

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