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Orquidário do Jardim Botânico reabre e amplia coleção

Um imenso jardim com cerca de 7,5 mil orquídeas volta, enfim, a ser apreciado por cariocas e turistas. Após dois anos fechado para obras, o orquidário do Jardim Botânico do Rio foi reaberto ao público no início do mês. O ponto mais visitado da instituição ganhou novas orquídeas para a coleção e passou por reformas de infraestrutura, com telhado e sinalização novos. A ideia é juntar conhecimento e conscientização ambiental com as principais informações sobre cada espécie. Além disso, o Jardim Botânico voltará a receber, no mês que vem, a edição presencial do OrquidaRio, evento com exposições, palestras, oficinas e venda de plantas.

— A reabertura foi muito esperada. Fizemos um trabalho quase artesanal no telhado. O resultado foi positivo. Com a mudança, as orquídeas foram organizadas conforme o período de floração. É muito mais do que um lugar bonito, é um lugar para agregar conhecimento — conta a presidente, Ana Lúcia Santoro.

O orquidário é composto, além da estufa de vidro, por áreas externas que serão abertas à visitação pública em breve e locais de cultivo com acesso apenas a pesquisadores. A visita é gratuita, e o visitante só paga a entrada no Jardim Botânico, que custa a partir de R$ 17. De acordo com Ana Lúcia, o número de visitantes aumentou nos últimos meses. Antes da pandemia, 40% do público costumavam ser de turistas estrangeiros, que estão voltando aos poucos a visitar o local.

Durante as obras, as orquídeas ficaram em abrigos temporários, com cortinas de sombreamento para sentirem o mínimo possível dos efeitos já que são plantas que não gostam de movimentações constantes. O acervo hoje tem orquídeas de variadas origens, entre nativas e exóticas. A curadora da coleção, Delfina de Araújo, diz que algumas espécies chamam atenção, como a que tem aroma de chocolate ou a que exala um cheiro ruim, já que precisa atrair moscas, seus polinizadores.

— A baunilha, muitos não sabem, vem de uma orquídea, a Vanilla planifolia. E é uma das mais exploradas comercialmente. Além delas, as micro-orquídeas, com tamanhos de dois milímetros a um centímetro de diâmetro, precisam ser apreciadas com a ajuda de uma lupa, que está disponível. Já no “jardim dos sentidos”, os visitantes podem tocar nas plantas e sentir as diferentes texturas de flores e de folhas — conta a curadora, que completa: — Entre as quase 8 mil orquídeas, cerca de metade são de espécies brasileiras. A coleção tem ainda espécies vulneráveis e em perigo, como a Catlleya walkeriana, bastante perfumada, a Cattleya crispa e a Cattleya lobata, orquídea carioca que costuma surtir na Pedra da Gávea e no Morro do Pão de Açúcar. É uma coleção muito bacana que precisa ser valorizada.

Agora, o Jardim Botânico vai investir R$ 373,5 mil na construção e reforma de três estufas que abrigam parte de sua coleção científica. O herbário ganhará uma nova estufa de secagem de plantas. Ele está entre os cem maiores do mundo e serve de referência para estudos científicos em botânica, já que possui 850 mil amostras de plantas, desidratadas, registradas, catalogadas e armazenadas em condições especiais. Já o bromeliário, com 5 mil indivíduos de quase 600 espécies de diversos biomas brasileiros, como Amazônia e Mata Atlântica, além de exemplares de outros países da América do Sul e Central, terá o telhado todo restaurado.


A estufa de plantas insetívoras (popularmente conhecidas como carnívoras por capturarem e digerirem insetos) passará por melhorias que começarão em breve. A estrutura foi uma das primeiras construções do Jardim Botânico. Segundo a presidente da instituição, elas são sensíveis e só florescem em seus países de origem.
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Após 20 anos sem restauração, o Solar da Imperatriz, situado no Horto Florestal, pertencente ao Jardim Botânico, também foi alvo de recentes intervenções: o pórtico e a fachada do prédio passaram por reforma. As próximas etapas contemplam a parte interna, como instalações hidráulicas e elétricas, pintura e restauração das esquadrias de madeira. O Solar é um raro exemplar da arquitetura semi-rural no Rio, construído no século XIX.

Atualmente, o prédio sedia a Escola Nacional de Botânica Tropical (ENBT), primeira do gênero na América Latina, que abriga cursos de extensão, mestrado e doutorado, com programas direcionados ao conhecimento da flora nacional, ecossistemas brasileiros e conservação das espécies. Visitas guiadas tem inscrição prévia pelo e-mail ou telefone (21) 3874-1808.


Serviço:


Horário de visitação: segunda e terça-feira, e de quinta a domingo, das 8h às 17h.

Visitantes residentes na área metropolitana do Rio de Janeiro: R$ 17

Visitantes residentes no Brasil: R$ 27

Visitantes estrangeiros Mercosul: R$ 50

Visitantes estrangeiros: R$ 67

Gratuidade para crianças até 5 anos.


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