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Origem de filamentos magnéticos da Via Láctea pode ter sido descoberta

A origem dos filamentos magnéticos encontrados no coração da Via Láctea pode ter sido revelada em um novo estudo liderado por Farhad Zadeh, astrofísico que identificou estas estruturas no início da década de 1980. Junto de outros pesquisadores, ele sugere que os filamentos sejam o resultado de interações entre fortes ventos e nuvens, ou que tenham surgido devido à turbulência em campos magnéticos fracos.

Os primeiros filamentos descobertos por Zadeh se estendiam por até 150 anos-luz e estavam próximos de Sagittarius A*, o buraco negro supermassivo no interior da nossa galáxia. Já em 2022, Zadeh adicionou quase 1.000 novos filamentos ao grupo de estruturas observadas. Eles apareciam em pares e em aglomerados, e estavam empilhados e igualmente espaçados.

Filamentos magnéticos saindo do jato de um buraco negro em um aglomerado galáctico distante (Imagem: Reprodução/Rudnick and collaborators, 2022)
Filamentos magnéticos saindo do jato de um buraco negro em um aglomerado galáctico distante (Imagem: Reprodução/Rudnick and collaborators, 2022)

Enquanto se questionava sobre as origens deles, outros astrônomos descobriram um grupo destas estruturas em um aglomerado galáctico a cerca de um bilhão de anos-luz da Terra. “Após estudar os filamentos no nosso próprio centro galáctico por tantos anos, fiquei muito animado em ver estas belas estruturas”, disse.

Em sua fala, Zadeh sugere que a descoberta dos filamentos em outros lugares sugere a ocorrência de algum processo universal. Claro que, embora eles sejam parecidos com os da Via Láctea, têm características próprias — os da nossa galáxia, por exemplo, são até 10 mil vezes mais longos que os outros encontrados, e parecem ser muito mais antigos.

Assim, no novo artigo, Zadeh e seus colegas sugerem que os filamentos sejam formados pelas interações entre o vento galáctico e algum obstáculo, como uma nuvem; ao cercar o obstáculo, o vento cria uma espécie de cauda por trás dela. “Quando a galáxia se move, ela cria vento que pode passar por lugares onde as partículas de raios cósmicos estão dispersas, levando o material e criando um filamento”, explicou.

Ao executar simulações, os pesquisadores chegaram a um cenário que indica uma explicação diferente: conforme as galáxias de rádio se movem, a gravidade pode afetar o meio e agitá-lo, formando áreas turbulentas. Quando o campo magnético cerca estas áreas, ele pode acabar esticado, dobrado e até amplificado, formando filamentos alongados com campo magnético forte no fim do processo.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista The Astrophysical Journal Letters.

Fonte: Canaltech

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