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Orgulhosa de trajetória, Nicole Puzzi explica recusa para fazer pornô: 'Incapaz sem envolvimento emocional'

·2 minuto de leitura

Com uma extensa carreira no cinema e na televisão (só de novelas foram 13), Nicole Puzzi ainda é lembrada como uma das musas da pornochanchada. Aos 62 anos, a atriz carrega a imagem de símbolo sexual de uma época e garante não ter se arrependido de nada. Pelo contrário. Hoje à frente do programa "Pornolândia", no Canal Brasil, Nicole tem é orgulho de sua trajetória.

"Eu sempre achei a nudez natural, até porque fui hippie na minha adolescência. Apesar de tantos comentários e preconceitos a respeito de minha nudez, eu fiz mais cenas de roupa do que sem. Nunca me arrependi de nada. Era e sou uma mulher forte, independente e autêntica. Não sei fingir sem ter um roteiro em mãos. Admito e assumo tudo que fiz, até porque me orgulho em ter feito e sou muito querida por muita gente graças a esses filmes. Como não amar e ser amada por meu trabalho?", disse a atriz ao "Gay.blog.br".

A imagem de símbolo sexual fez com que ela, inclusive, recebesse convites para fazer filme pornô. Nicole foi convidada no início dos anos 2000, quando Rita Cadillac e Gretchen, por exemplo, aceitaram fazer. Na época, o cachê era mais baixo do que o oferecido a outras famosas.

"Não me interessei. Sempre fui incapaz de ter relações sexuais sem envolvimento emocional. Sou demissexual (alguém cuja atração sexual depende de algum laço emocional). O valor do cachê foi apenas uma desculpa para recusar os convites.

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Nicole Puzzi lembrou também um de seus filmes mais famosos. Em "Ariella", ela vive um romance lésbico com a personagem de Christiane Torloni. Quando o filme foi lançado, em 1980, a atriz acabou sendo vítima de ataques, mas ela prefere lembrar a discussão aberta pelo longa:

"Havia liberdade sexual, mas também havia machismo e misoginia. A reação ao filme foi ambígua: enquanto uns amavam, outros só enxergavam a “sacanagem”. Muitos imaginavam que éramos lésbicas na vida real por protagonizar esta cena e, na época, ser uma mulher homossexual era algo duplamente condenável. No entanto, prefiro recordar o lado bom, a revolução no comportamento das lésbicas e da mulher cis hétero. O filme estimulou a coragem da liberdade lesbiana, mexeu com os desejos femininos e abriu caminho para a aceitação de identidade sexual".