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Orçamento ignora pobres, negros e indígenas, diz Lula na COP27

***FOTO DE ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF, 09.11.2022 - O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***FOTO DE ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF, 09.11.2022 - O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SHARM EL-SHEIKH, EGITO (FOLHAPRESS) - "Os indígenas não são tratados como humanos, não são levados em conta quando você faz o orçamento de um país", afirmou o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na tarde desta quinta (17) a lideranças indígenas de todos os continentes reunidas na COP27 do Clima da ONU.

"Ao distribuir as finanças de um país, vai tanto para a diplomacia, tanto para a guerra, e nada para os pobres, nada para os negros, nada para os indígenas", disse Lula, que costurou as demandas trazidas pelos representantes indígenas com pautas que ele já vem defendendo nos planos doméstico e internacional.

A previsão orçamentária, primeira disputa do novo governo ainda antes da posse, também foi questionada pelo presidente eleito mais cedo em encontro com ONGs brasileiras. Ele voltou a questionar o teto de gastos, relacionando-o à falta de responsabilidade social.

"Participava das reuniões do G20 e sentia que não se falava dos problemas das pessoas. Quando se reúnem os países ricos, os pobres não existem, os negros não existem, os indígenas não existem", disse Lula.

O presidente eleito se limitou a reafirmar o compromisso com a criação do Ministério dos Povos Originários, sem acrescentar detalhes de como a pasta deve operar. No dia anterior, os nomes da deputada federal eleita Sonia Guajajara (PSOL-SP) e da deputada atual Joenia Wapichana (Rede-RR) foram anunciados para integrar a equipe de transição.

"Queremos saber o status do Ministério dos Povos Originários: qual a autonomia, o poder, o orçamento, para então depois entender qual o perfil para assumir esse ministério", afirmou Guajajara, que também é coordenadora da Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil).

"Pedimos que você [Lula], Biden e outros líderes assumam um papel protagonista nas negociações de mudanças climáticas e biodiversidade", afirmou Terry Teegee, liderança indígena canadense, em nome da América do Norte.

Ao longo da reunião, outras sete lideranças indígenas, representando todos os continentes, reforçaram demandas como o acesso direto dos povos indígenas a recursos internacionais de conservação ambiental e a participação efetiva em negociações internacionais.

"Por que vocês não podem participar do ambiente formal das negociações de uma conferência e dizer aos chefes de Estado o que vocês querem?", questionou Lula, em tom retórico, aproveitando para defender uma nova governança global.

Em seu discurso na quarta (16) durante a COP27, Lula defendeu reformas significativas no sistema multilateral, com uma revisão do Conselho de Segurança da ONU e o estabelecimento de uma governança climática que tenha poder para determinar a implementação das políticas climáticas nos países.