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Oráculo eleitoral da bolsa aponta para vitória de Trump

Lu Wang
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Um indicador de eleição do mercado acionário costuma ser ridicularizado por sua aleatoriedade, mas é difícil ignorar seu histórico de presciência. Esse indicador está prestes a apontar em favor de Donald Trump.

Um movimento de alta até a data da eleição empurrou o desempenho do S&P 500 nos últimos três meses para território positivo, marcando uma virada para o índice que ficou negativo na semana passada.

Para alguns, a recuperação pode ser vista como um bom presságio para a tentativa de reeleição do presidente: o mercado em alta precedeu uma vitória para o partido no poder 86% das vezes desde 1928.

Por mais aleatório que pareça o período de três meses em se tratando do retorno do mercado acionário e sua relação com as eleições, seu histórico é acompanhado por operadores bombardeados por informações conflitantes sobre a disputa entre Trump e o oponente democrata Joe Biden. A teoria se provou correta em 2016. Enquanto todas as pesquisas apontavam Hillary Clinton na liderança, o S&P 500 caiu por nove dias consecutivos antes da semana da eleição, cimentando seu desempenho em três meses em território negativo. Trump venceu.

Em um ano no qual a pandemia e as consequentes medidas de confinamento afetaram praticamente todas as narrativas políticas, é obviamente perigoso acreditar em um indicador de mercado. Milhões de americanos já votaram e as pesquisas mostraram poucos indecisos antes da votação.

Porém, investidores clientes do Citigroup preveem vitória de Trump. Já os entrevistados da sondagem da Evercore ISI esperam que Biden assuma a Casa Branca. Assim, muitos operadores preferem recorrer à sabedoria coletiva do mercado. O desempenho do S&P 500 nos meses anteriores à eleição sinalizou corretamente o vitorioso em 20 dos últimos 23 pleitos.

Nem uma previsão eleitoral quase perfeita facilitaria a atuação no momento. O foco de Trump em impostos mais baixos e menos regulamentação ajudou a prolongar o último período otimista do mercado acionário. No entanto, a trepidação de seu partido a respeito da expansão da ajuda governamental pode não agradar os operadores das bolsas, em meio ao aumento dos casos de coronavírus que ameaça a recuperação econômica. Por outro lado, uma vitória de Biden pode trazer mais estímulo fiscal — que provavelmente seria bancado por impostos mais altos.

Peter Boockvar, diretor de investimentos da Bleakley Advisory Group, disse que, mesmo que soubesse o resultado da eleição agora, ele não teria uma ideia clara de como os mercados reagiriam.

“Se Trump ganhar e seu partido também levar o Senado, haveria um pacote de gastos sem potencial político ou Pelosi os faria esperar até o próximo ano, se isso acontecer?”, questionou Boockvar, se referindo à presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, do Partido Democrata.

“Se Biden ganhar e levar também o Senado, o mercado sobe em antecipação a um grande projeto de gastos no primeiro trimestre ou cai nos próximos dois meses à medida que as pessoas aproveitam as alíquotas de 2020 sobre os ganhos de capital e as projeções de lucro são reduzidas em antecipação à possível elevação da alíquota de imposto para empresas em 2021?”

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©2020 Bloomberg L.P.