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Oposição de Belarus anuncia greves apesar das pressões das autoridades

·3 minuto de leitura
A líder da oposição bielo-russa Svetlana Tikhanovskaya no palácio presidencial de Bratislava, Eslováquia, em 8 de outubro de 2020
A líder da oposição bielo-russa Svetlana Tikhanovskaya no palácio presidencial de Bratislava, Eslováquia, em 8 de outubro de 2020

A líder da oposição bielo-russa, Svetlana Tikhanovskaya, anunciou nesta segunda-feira (26) o início de greves para exigir a saída do presidente Alexander Lukashenko, um dia após uma grande manifestação contra o poder em Minsk.

"Desde esta manhã, funcionários de empresas públicas e de fábricas, do setor de transportes, mineiros, professores e alunos começaram a greve", afirmou Tikhanovskaya no aplicativo de mensagens Telegram.

A militante convocou seus compatriotas a mostrarem que "ninguém vai trabalhar" para o regime de Lukashenko.

"A greve nas empresas públicas é uma alavanca de pressão econômica. E, no setor privado, é uma demonstração de solidariedade de cada um. É tão importante quanto", acrescentou.

Principal figura da oposição, atualmente exilada na Lituânia, Tikhanovskaya, 38 anos, lançou este mês um ultimato a Lukashenko, dando-lhe até domingo, 24 de outubro, para deixar o cargo. Em caso contrário, ela convocaria uma greve geral.

Belarus é palco de protestos sem precedentes contra a reeleição considerada fraudulenta, em 9 de agosto, de Lukashenko. Ele permanece no poder desde 1994, à frente de um modelo que muitos identificam como inspirado no sistema soviético.

O Estado continua controlando grande parte da economia em Belarus. As greves precedentes em fábricas emblemáticas do país não duraram muito tempo, diante das intimidações das autoridades e das ameaças de demissões.

Nesta segunda-feira, dezenas de estudantes se reuniram diante das universidades. Eles formaram correntes humanas, ou caminharam pelas ruas.

Nas redes sociais, veículos de mídia da oposição postaram vídeos que mostravam a polícia dispersando manifestações. De acordo com a ONG Viasna, mais de 100 pessoas foram detidas até meio-dia, sobretudo em Minsk.

- Pressão sobre os grevistas -

O meio de comunicação independente Tut.by publicou imagens que mostram dezenas de operários parados, ou em ações de solidariedade em pelo menos quatro grandes fábricas públicas, especialmente na química Grodnoazot, região oeste de Belarus.

"É difícil saber até onde as pessoas seguirão, devido à grande pressão das autoridades", afirmou à AFP Alexander Yaroshuk, presidente do Congresso Bielo-Russo de Sindicatos Democráticos, acrescentando que não convocou a greve.

Uma porta-voz do primeiro-ministro afirmou no Facebook que as empresas do país funcionam normalmente.

Uma passeata de aposentados foi convocada para hoje à tarde.

A oposição de Belarus exige a saída de Alexander Lukashenko, de 66 anos e no poder desde 1994, desde as eleições de 9 de agosto, consideradas fraudulentas. 

Desde então, o movimento de protesto sofre uma pressão constante das autoridades.

No domingo, mais de 100.000 pessoas foram às ruas de Minsk manifestar sua rejeição ao governo Lukashenko, em mais um protesto marcado pela repressão policial. De acordo com o Ministério do Interior, 523 pessoas foram detidas nos protestos.

Como nas manifestações anteriores, as estações de metrô do centro foram fechadas, para desestimular a aglomeração de pessoas. A Internet móvel também foi limitada.

Depois da brutal repressão nos dias posteriores às eleições, as autoridades advertiram este mês que usariam munição letal, "se necessário". A ameaça não impediu novas manifestações.

O presidente Lukashenko não mostrou nenhuma intenção de ceder à oposição.

Apesar de contar com o apoio da Rússia, ele está sob a ameaça de sanções da União Europeia (UE), que rejeitou os resultados da eleição presidencial e já anunciou a aplicação de sanções a 40 funcionários do regime de Minsk.

tk-rco/apo/me/zm/tt/fp