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Oposição tenta impedir suposta ajuda de cartórios a partido de Bolsonaro

Marcelo Ribeiro e Raphael Di Cunto

Advogados de Bolsonaro teriam fechado acordo com cartórios de notas para dar celeridade ao processo de criação do Aliança pelo Brasil Partidos da oposição decidiram recorrer ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para tentar suspender o suposto apoio de cartórios de notas à filiação de membros do Aliança pelo Brasil, partido que o presidente Jair Bolsonaro tenta registrar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Para dar celeridade ao processo de registro, advogados de Bolsonaro teriam fechado acordo com o Colégio Notarial do Brasil (CNB). A parceria garantiria que notários trabalhassem pela criação da legenda.

Marcello Casal Jr/ABr

PT, PSB, PDT, PSOL e PCdoB pedirão para que o CNJ apure se houve a prática de improbidade administrativa. Os partidos argumentarão que “os cartórios de notas são concessões públicas e não podem exercer atividades de natureza político-partidária”.

De acordo com a oposição, o CNB teria orientado os cartórios a oferecerem fichas de filiação ao partido a eleitores. Também teriam sido orientados “a receber e armazenar as fichas assinadas, com firmas reconhecidas, para serem entregues a um representante credenciado do partido de Bolsonaro”.

“Bolsonaro está usando um serviço público para criar um partido a jato, passando por cima da lei e da moralidade que ele nunca respeitou”, avalia a presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), em nota enviada à imprensa.