Mercado fechado
  • BOVESPA

    123.576,56
    +1.060,82 (+0,87%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.633,91
    +764,43 (+1,50%)
     
  • PETROLEO CRU

    70,42
    -0,14 (-0,20%)
     
  • OURO

    1.809,10
    -1,00 (-0,06%)
     
  • BTC-USD

    38.393,85
    -968,91 (-2,46%)
     
  • CMC Crypto 200

    928,35
    -15,09 (-1,60%)
     
  • S&P500

    4.423,15
    +35,99 (+0,82%)
     
  • DOW JONES

    35.116,40
    +278,24 (+0,80%)
     
  • FTSE

    7.105,72
    +24,00 (+0,34%)
     
  • HANG SENG

    26.194,82
    -40,98 (-0,16%)
     
  • NIKKEI

    27.641,83
    -139,19 (-0,50%)
     
  • NASDAQ

    15.032,00
    -14,25 (-0,09%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,1758
    +0,0103 (+0,17%)
     

Oposição marca novos atos contra Bolsonaro para 24 de julho e busca elevar pressão sobre Lira

·5 minuto de leitura
**ARQUIVO** BRASÍLIA, DF,  BRASIL,  10-06-2021 - O presidente Jair Bolsonaro durante evento de anúncios de medidas do Ministério do Turismo, no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
**ARQUIVO** BRASÍLIA, DF, BRASIL, 10-06-2021 - O presidente Jair Bolsonaro durante evento de anúncios de medidas do Ministério do Turismo, no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Movimentos sociais e organizações de esquerda marcaram para 24 de julho, sábado, um novo ato contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), depois de levarem milhares de pessoas às ruas em protestos no dia 29 de maio e no sábado passado (19), em cidades do Brasil e do exterior.

A decisão saiu de uma reunião nesta terça-feira (22) entre líderes da Campanha Nacional Fora Bolsonaro, fórum de entidades que fizeram os atos anteriores. A bandeira do impeachment será reforçada, com pressão para que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), paute um dos pedidos.

As ações de rua são vistas com cautela por parte dos organizadores em meio à pandemia do coronavírus. O tema foi levantado na reunião desta terça, mas a avaliação geral foi a de que foi possível manter a obediência às regras sanitárias nos atos anteriores, principalmente o uso de máscara.

Na última semana, houve média de cerca de 2.000 mortos por dia pelo coronavírus Sars-CoV-2. A média diária de novos casos está em torno de 70 mil, o que deixa o atual momento entre os piores da pandemia.

As críticas pelo incentivo a aglomerações são rebatidas pelos responsáveis com o argumento de que a ida às ruas se tornou inevitável diante dos problemas do governo e o descaso com a crise de saúde e a compra de imunizantes, assuntos escrutinados pela CPI da Covid, em curso no Senado.

Outra justificativa é a de que os atos se diferenciam daqueles promovidos por bolsonaristas -alguns, como as recentes motociatas, tiveram a presença do presidente-, em que muitos participantes desrespeitam as regras de proteção e distanciamento que evitam a disseminação do vírus.

Além da saída de Bolsonaro, as principais pautas da manifestação vão se manter: o pedido de mais vacinas contra a Covid-19 e de auxílio emergencial de R$ 600. A manifestação no sábado coincidiu com a marca de 500 mil mortos pela doença no país, número lembrado em cartazes e discursos.

Lira disse, em entrevista ao jornal O Globo publicada nesta terça-feira, que a cifra de mortos, por si só, não é motivo suficiente para pautar o impeachment do presidente e que falta "circunstância política" para desengavetar um dos mais de 110 pedidos em análise na Câmara.

Ele indicou que a abertura do processo desorganizaria o país e que Bolsonaro tem base de apoio popular para se contrapor à ameaça de deposição. "O impeachment é feito com circunstâncias, com uma política fiscal desorganizada, uma política econômica troncha. O impeachment é político", afirmou Lira.

Os protestos do fim de semana tiveram maior adesão em relação aos de maio. A quantidade de organizações que endossam a iniciativa e o número de cidades com atividades também cresceram. Segundo o fórum de organizadores, houve no sábado 427 atos em 366 cidades do Brasil, incluindo as 27 capitais, e em 42 cidades do exterior em 17 países, com um público total de 750 mil pessoas.

No mês passado, ainda de acordo com a coordenação, foram ao toto 227 atos, distribuídos em 210 cidades no país e 14 cidades no exterior, com cerca de 420 mil pessoas.

Em São Paulo, onde o ato começou por volta das 16h, na avenida Paulista, articuladores comemoraram o aumento do público, estimado por eles em 100 mil pessoas, contra 80 mil na manifestação de maio. Ainda segundo o fórum, a manifestação ocupou 12 quarteirões, contra 10 na vez anterior.

Na conferência desta terça, os organizadores defenderam uma agenda continuada e extensiva de atos contra Bolsonaro, com o objetivo de difundir a mobilização entre a população mais pobre e atrair setores mais populares aos próximos atos de rua, marcados pela frequência da classe média e de militantes.

Em nota, a campanha afirmou incentivar "outras atividades, como paralisações de categorias do mundo do trabalho, ações nas periferias e grandes centros, além de iniciativas para aumentar a capilaridade em um número maior de cidades organizadas".

A Campanha Fora, Bolsonaro é composta por frentes como a Povo sem Medo, a Brasil Popular e a Coalizão Negra por Direitos, que reúnem centenas de entidades, entre elas MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), UNE (União Nacional dos Estudantes), CMP (Central de Movimentos Populares) e Uneafro Brasil.

Partidos de esquerda também integram a campanha. O PT, que apoiou com mais afinco na véspera o ato anterior, decidiu entrar para valer na mobilização de maio. PSOL, PC do B, PCB, UP, PCO e PSTU, legendas que já estavam participando ativamente da articulação, continuam envolvidas.

O Cidadania, que se considera de centro, anunciou apoio oficial à manifestação do fim de semana. O presidente nacional do partido, Roberto Freire, esteve no protesto em Brasília e defendeu a ampliação ideológica dos atos, sob a justificativa de que só uma coalizão terá força para derrubar Bolsonaro.

Siglas como PSB, PDT e Rede Sustentabilidade adotaram, institucionalmente, posição mais cautelosa -dizendo que não estimulam a formação de aglomerações-, mas sem proibir a presença de seus quadros. Com isso, núcleos e seções regionais desses três partidos decidiram se juntar às manifestações.

Partidos de oposição a Bolsonaro mais à direita ignoraram o tema ou simplesmente deixaram a decisão a critério de cada filiado ou corrente interna.

Bolsonaro ironiza manifestação pequena, e apoiadores criticam violência A reação do presidente Jair Bolsonaro e de seus apoiadores, assim como no protesto anterior, foi a de minimizar a dimensão da mobilização e, desta vez, de apontar episódios de violência para deslegitimá-la.

No trajeto, uma agência do banco Itaú teve o vidro quebrado e foi feita a inscrição "fora, milicos" com tinta spray, além dos símbolos dos movimentos feminista e antifascista.

Outras lojas também foram pichadas. Os manifestantes ainda incendiaram sacos de lixo e pedaços de madeira, mas os focos de incêndio não prosperaram e o ato terminou pacificamente.

Bolsonaro usou o vídeo de um protesto feito por um pequeno grupo de pessoas em Paranaguá (PR) para ironizar as manifestações.

"Manifestação contra Bolsonaro fecha rua e paralisa o centro de Paranaguá", disse nas redes sociais. O vídeo mostra um grupo de oito pessoas caminhando sob a chuva, com uma faixa que traz a mensagem "Fora Bolsonaro! Vacina para todos já! Auxílio emergencial de R$ 600".

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos