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Oposição e governistas divergem sobre cassação de deputado bolsonarista por fake news

·2 min de leitura

A cassação do mandato do deputado estadual do Paraná Fernando Destito Francischini (PSL-PR), aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira, dividiu parlamentares nas redes sociais. Enquanto deputados e senadores oposicionistas comemoraram a decisão judicial, vista como um “exemplo para frear mentiras”, políticos alinhados ao governo Bolsonaro questionaram a atitude do TSE. Francischini, que é bolsonarista, se tornou o primeiro condenado por fake news na Corte eleitoral.

A punição ao deputado estadual paranaense aconteceu porque ele propagou, durante uma live feita no primeiro turno das eleições de 2018, notícias falsas sobre fraudes nas urnas eletrônicas e o sistema eletrônico de votação. Em suas redes sociais, Francischini afirmou que irá reassumir seu cargo de delegado da Polícia Federal enquanto recorre da decisão do tribunal.

Pouco depois da decisão do TSE, o deputado federal Carlos Jordy (PSL-RJ) saiu em defesa do correligionário. Para ele, a cassação do mandato de Francischini abre “precedente de danos gigantescos para todos políticos e não só no que tange a urnas”.

O deputado federal Paulo Eduardo Martins (PSC-PR) usou o mesmo discurso para criticar a Corte eleitoral. Segundo o parlamentar, a “decisão que cassou o mandato do deputado Fernando Francischini contribui para causar ainda mais insegurança jurídica e política”. Martins escreveu ainda que tal decisão abre precedente para que os mandatos fiquem “mais dependentes do Tribunal do que dos votos”.

Na visão dos políticos de oposição, no entanto, a cassação do mandato de Francischini virou motivo de comemoração. A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann (PT-PR), classificou a decisão como “pedagógica”.

“Pedagógica decisão do TSE de cassar Fernando Francischini (PSL-PR) por Fake News contra as urnas eletrônicas. É bom que sirva de exemplo pra frear as inúmeras mentiras da direita nas redes sociais. A política precisa sair do ódio, mentira e viver o bom debate em prol da sociedade”, escreveu a parlamentar.

Assim também foi com a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), que interpretou a sentença do TSE como um “recado aos Bolsonaristas que insistem em mentir, cometendo crimes e atacando a democracia”.

A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ), apesar de compartilhar a decisão do TSE, criticou outra sentença da Corte, também nesta quinta-feira: a rejeição, por unanimidade, do pedido de cassação da chapa Bolsonaro-Mourão por abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação. Para ela, não houve alinhamento entre as duas votações.

“O deputado bolsonarista Fernando Francischini terá seu mandato cassado pelo TSE por propagar mentiras sobre as urnas eletrônicas! Só fiquei sem entender o porquê da chapa Bolsonaro-Mourão não ter sido cassada apesar das denúncias de disparo em massa…”, afirmou a parlamentar.

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