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Oposição da Nicarágua sofre outro golpe após inibição de candidata a vice-presidente

·2 minuto de leitura
Membros da chapa presidencial da CxL, o ex-guerrilheiro do chamado "Contra" Oscar Sobalvarro e a ex-rainha da beleza Berenice Quezada, falam à imprensa em Manágua em 2 de agosto de 2021

O principal partido de oposição da Nicarágua sofreu outro revés nesta quarta-feira (4) após a inibição de sua candidata a vice-presidente, a ex-miss Berenice Quezada, em meio a uma onda de prisões e ações judiciais contra opositores, antes das eleições de novembro.

Quezada, candidata à vice-presidência do partido de direita Aliança Cidadãos pela Liberdade (CxL), foi inibida após o Ministério Público anunciar que ela será processada pelos crimes de "provocação, proposição e conspiração para cometer atos terroristas".

A Procuradoria informou que a acusação contra Quezada foi admitida na terça-feira por um tribunal de Manágua e que solicitou que o processo "seja conduzido em liberdade".

A lei nicaraguense proíbe que pessoas sob investigação judicial concorram a cargos eletivos.

Quezada havia sido registrada na segunda-feira no tribunal eleitoral como companheira de chapa do candidato à presidência Oscar Sobalvarro, um ex-guerrilheiro da extinta contra-revolução que os Estados Unidos financiaram na década de 1980 contra a revolução sandinista do atual presidente Daniel Ortega.

Mas declarações polêmicas que ela fez ao sair do tribunal chamaram a atenção de um grupo de apoiadores do governo, que na terça-feira a acusaram perante a Procuradoria de Direitos Humanos de "incitar ao ódio" e pediram sua inibição.

Na ocasião, ela defendeu a libertação dos "presos políticos" do governo e apelou ao povo para votar "como fez nas ruas" nos protestos antigovernamentais de 2018, cuja repressão deixou pelo menos 328 mortos e 2 mil feridos, de acordo com grupos humanitários.

Segundo o CxL, Quezada foi detida na terça à noite em sua casa pela polícia. Fontes do partido afirmam que sua prisão foi suspensa.

- Reorganização -

O partido opositor agora precisa correr contra o relógio para achar um substituto, em meio a temores de novas prisões e assédio contra seus membros.

O Conselho Superior Eleitoral (CSE) tem até 9 de agosto para validar, corrigir ou solicitar aos partidos a substituição de candidatos caso sejam impedidos de participar das eleições.

O CxL é projetado como principal opositor da Frente Sandinista (FSLN, de esquerda), que na segunda-feira nomeou Ortega para uma terceira reeleição consecutiva, junto com sua esposa, Rosario Murillo, como vice-presidente.

Pelo menos 31 líderes da oposição, incluindo sete pré-candidatos à presidência, foram detidos desde junho, acusados principalmente de "traição" à pátria.

Esse crime costuma ser imputado a quem incita a ingerência estrangeira e aplaude sanções internacionais adotadas contra Manágua desde 2018 por violação dos direitos humanos.

As prisões foram questionadas pela comunidade internacional, que pediu a libertação dos opositores e a realização de eleições transparentes na Nicarágua.

Uma das vozes críticas foi a do ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, antigo aliado do sandinismo, que exortou Ortega a "não abrir mão da democracia".

"Quando a gente pensa que não tem ninguém para nos substituir, nós estamos virando ditadores", comentou Lula em entrevista ao canal mexicano TVT na semana passada.

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