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Oportunidade em tempos de crise: coronavírus cria novas vagas de trabalho

Fidel Forato
·5 minuto de leitura

De acordo com os dados levantados pela Universidade Johns Hopkins, já são mais de 101 mil pessoas infectadas pelo novo coronavírus SARS-CoV-19, além de mais de 3.400 óbitos em decorrência da infecção respiratória COVID-19. Nesse cenário, tanto empresas quanto funcionários precisam se adaptar à epidemia que se espalhar pelo mundo.

Na plataforma focada no mundo corporativo, o Glassdoor, o novo coronavírus tem refletido na criação de postos de trabalho inéditos, diretamente ligados à doença, e em uma série de publicações, onde funcionários de diferentes países comentam sobre como suas empresas vêm lidando com a situação.

Dificuldade para lidar coma epidemia do novo coronavírus tem criado novas oportunidades de emprego (Imagem: Getty Images)
Dificuldade para lidar coma epidemia do novo coronavírus tem criado novas oportunidades de emprego (Imagem: Getty Images)

Dentro das ofertas de trabalhos (centralizadas nos Estados Unidos), são dezenas de vagas de emprego para profissionais das áreas de saúde, ciência e análise de dados para tratar de questões envolvendo o surto. Além dos profissionais de saúde, contratantes também buscam especialistas do setor da comunicação e consultores para abordar esse assunto com o público, de forma segura e sem alarmismos.

Entre os exemplos das novas oportunidades no Glassdoor, estão:

  • Microbiologista, em Austin, TX: “atualmente, estou recrutando um microbiologista para ajudar nos testes de coronavírus;”

  • Especialistas de comunicação em saúde, em Atlanta, GA: “… oportunidades para vários especialistas de comunicação em saúde em Atlanta, GA, para apoiar nosso cliente nos Centros de Controle e Prevenção de Doenças como parte da resposta ao coronavírus (COVID-19)";

  • Enfermeira para Rastreio de Coronavírus, em Fairfield, CA: “… precisamos de enfermeiras para Suporte de Emergência em Saúde Pública em resposta ao COVID-19 nos aeroportos e área de quarentena na base militar do Departamento de Saúde e Serviços Humanos”;

  • Especialista em dados de coronavírus, de forma remota: “(...) o especialista será responsável pela curadoria, limpeza, compartilhamento e mapeamento de dados nos países afetados pelo surto de COVID-19”;

  • Quality Assurance, em Atlanta, GA: “fornecer suporte de controle de qualidade para investigações especiais e surtos, incluindo, entre outros, a nova resposta de emergência para Coronavírus (nCoV) de 2019…”;

  • Gerente Sênior de Programa Técnico Operações de Emergência em Saúde Pública, em Washington, DC: “o consultor apoiará o desenvolvimento do plano de trabalho e a implementação de atividades para apoiar redes de ONGs de assistência médica na África Oriental, a fim de se preparar para surtos de doenças infecciosas e responder ao novo coronavírus 2019”;

  • Pesquisador Líder - COVID 19, nos Estados Unidos: “o Pesquisador Líder irá gerenciar a implementação de uma Avaliação de Ecossistemas da Informação com foco nas mídias sociais no idioma tailandês e outras fontes on-line de informações sobre o COVID-19, trabalhando com uma equipe de pesquisadores de campo e tradutores.”

Como tem sido a resposta à crise?

De acordo com as avaliações postadas por profissionais no Glassdoor mencionando a epidemia, esses funcionários relatam uma série de desafios que incluem a interrupção das operações de negócios, entrevistas canceladas e falta de políticas para trabalho remoto. Além disso, algumas avaliações citam consequências econômicas, incluindo piores perspectivas de negócios ou cortes nos salários.

Confira algumas avaliações, queixas e elogios deixados na plataforma, traduzidos para o português:

  • "Diminuição de viagens com coronavírus acrescenta mais desafios";

  • "Ela me disse que, devido ao surto de coronavírus, meu emprego só poderia começar em março";

  • “Indústria e negócios vulneráveis — foram atingidos pelo coronavírus em 2020 e imediatamente começaram a diminuir a equipe e a cortar salários em uma quantidade significativa”;

  • "Foram necessárias três semanas após o coronavírus para que os funcionários pudessem trabalhar em casa, porque a empresa é tão barata que nem sequer fornece laptops para as pessoas em situações de emergência";

  • “Surto recente de coronavírus e nenhuma política de trabalho em casa ou flexibilidade. Colocando todos em risco, especialmente aqueles com crianças e idosos para cuidar”;

  • “Impressionado com a maneira como nossa empresa está lidando com a situação de surto de coronavírus. Eles são muito eficientes na tomada de todas as medidas necessárias para garantir a máxima segurança e precaução. Nós recebemos máscaras cirúrgicas, spray Dettol, luvas de vinil, lenços e a temperatura é medida 2 vezes ao dia. O RH também está acompanhando de perto aqueles que viajaram para qualquer lugar (não apenas para a China) durante esse período, assim como qualquer equipe que tenha entrado em contato próximo com alguém da China. Nosso médico conversou conosco para garantir que nossa empresa fará o melhor possível e tomará as medidas necessárias para manter os funcionários seguros. Sinto-me muito tranquilo de que a situação é levada tão a sério e está bem sob controle no lugar em que passo mais tempo do que em qualquer outro. ”

Além disso, os números envolvendo as perspectivas de negócios, conforme avaliadas pelos profissionais no Glassdoor, estão diminuindo para empresas e funcionários, principalmente, nos países mais afetados, como China, Cingapura, Japão e Coreia do Sul.

"Estamos começando a ver evidências precoces da reação ao coronavírus no Glassdoor. Novos empregos estão sendo anunciados em agências de saúde, empresas e organizações internacionais que se preparam para responder ao surto. Além disso, os profissionais estão prestando muita atenção à resposta de seus empregadores e estão compartilhando seus pensamentos sobre o tema em suas avaliações na plataforma. Muitos relatam preocupações com interrupções em seus locais de trabalho e com as perspectivas para os negócios, enquanto outros elogiam suas empresas por uma comunicação transparente", comenta Daniel Zhao, economista sênior do Glassdoor.

"Embora a trajetória global do surto de coronavírus seja uma grande incógnita, estaremos observando atentamente os dados do Glassdoor para obter mais evidências sobre como os funcionários e empresas estão reagindo", completa o economista.

Fonte: Canaltech

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