Operadora de turismo fecha as portas após 24 anos; saiba o que fazer

SÃO PAULO – A tradicional operadora de turismo carioca Shangri-la Viagens e Turismo divulgou, nesta quinta-feira (27), que está encerrando suas atividades. A empresa vinha tentando contornar as dificuldades financeiras nestes últimos meses do ano e, de acordo com o que informou, “lamentavelmente não conseguiu superar os graves problemas existentes”.

Segundo a Shangri-la, entre os fatores que levou ao fechamento da empresa, três foram decisivos: a existência de uma ação de dissolução de sociedade que ainda tramita na Justiça – movida por um ex-sócio; uma grave doença recente que acometeu a principal sócia da empresa e, por fim, a alta do dólar e a escassez de linhas de crédito frente ao forte endividamento.

Clientes
A empresa também disse que cerca de 1000 clientes que contrataram serviços até o último dia 20 já estão sendo contatados para que suas viagens sejam repassadas a uma das 97 operadoras de turismo filiadas à Braztoa (Associação Brasileira de Operadoras de Turismo), que se prontificaram a ajudar na demanda.

A operadora ainda afirmou que ingressará nos próximos dias com pedido de Recuperação Judicial ou Autofalência, com o intuito de tentar ressarcir eventuais prejuízos de seus clientes, ou seja, quem não quiser que seu pacote seja transferido para outra operadora, não será prejudicado.

Direitos
De acordo com a coordenadora institucional da Proteste - Associação de Consumidores, Maria Inês Dolci, o consumidor que tiver adquirido um pacote de uma operadora que está nesta situação deve tentar ao máximo manter seu pacote, ainda que seja realocado para outra agência.

Maria Inês também fala que apesar da boa fé em comunicar a situação da empresa ao público, deveria haver mais meios para atender aos consumidores com pacote em aberto, como o atendimento online. A operadora só deixou disponibilizado um telefone para o atendimento - (21) 3221-5400. 

"Vai depender de cada caso, pois teve gente que já efetuou o pagamento à vista dos serviços, enquanto outros parcelaram", disse ela, comentando que o momento para o encerramento das atividades não foi bom, pois o fim do ano é o auge das férias, que implicam em aeroportos lotados, hotéis sem vagas. "É um transtorno, pois as pessoas passam o ano todo planejando as férias do trabalho, usam 13º salário para o pagamento, etc".

Maria Inês também orienta que o consumidor pode procurar o Procon no caso de não conseguir contato com a empresa para saber o que vai acontecer com seu pacote de viagens.  

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