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Operadora de telefonia sem call center levanta R$ 4,6 mi

·4 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Dona de um serviço de telefonia em que não há central de call center nem lojas para atendimento ao cliente, a startup Fluke levantou R$ 4,6 milhões com 547 investidores a partir de um financiamento coletivo online na plataforma Kria.

No modelo de negócios da empresa, a contratação do plano e sua alteração acontece sempre por aplicativo de celular. O atendimento é feito principalmente por WhatsApp e o chip é enviado até a casa do cliente pela startup.

Marcos Oliveira Jr., 22, sócio da startup, diz que o objetivo do grupo, formado por jovens de sua faixa etária, é trazer para o segmento transformação semelhante à realizada pelas fintechs no setor bancário.

O empresário afirma que a motivação para iniciar o negócio veio da constatação de que os consumidores têm muito interesse pelos serviços de telefonia, mas as empresas que o oferecem são alvo constante de reclamações. A vantagem estaria na facilidade para compreender os planos e mudar de pacote sozinho.

Apesar de oferecer pacotes semelhantes ao das grandes operadoras, com cobertura nacional para ligações e uso de dados, a Fluke não possui infraestrutura própria para oferecer o serviço. Em vez disso, ela é uma operadora virtual que aluga redes já constituídas.

Atualmente a companhia usa a rede da Vivo. Oliveira diz que, com o futuro leilão do 5G, será possível ter mais acordos com operadoras regionais.

A ideia é que, por ter menos custos fixos com atendimento e gastos para conquistar clientes, a startup consiga oferecer preços competitivos, mesmo pagando para usar a estrutura das empresas maiores.

Segundo Oliveira, a escolha por um financiamento coletivo para levantar recursos e crescer levou em conta a possibilidade de ter, além de investidores, pessoas que se tornariam clientes e fãs da marca para apoiar a sua divulgação. A captação segue aberta. O serviço da startup tem cerca de 6.000 usuários.

A contratação da Fluke está disponível nos estados de São Paulo, Rio, Minas, Paraná, Goiás e no Distrito Federal. Com o investimento, deverá haver expansão para mais locais.

A companhia tem cerca de 30 funcionários e já havia levantado R$ 2 milhões com investidores individuais, incluindo Pedro Conrade, fundador da fintech Neon.

Veja abaixo os investimentos em startups da semana.

*

QuintoAndar

Empresa que nasceu com serviço de aluguel de imóveis online e investe no mercado de compra e venda levantou US$ 300 milhões (R$ 1,56 bilhão) e atingiu valor de mercado de US$ 4,4 bilhões. A companhia prevê expansão para o México. O dinheiro veio da Ribbit, com participação de SoftBank Latin America Fund, LTS, Maverick, Alta Park, Dragoneer, Qualcomm, e Kaszek Ventures.

Onze

A fintech especializada em previdência privada e que oferece ferramenta para gerenciamento da saúde financeira de funcionários de empresas recebeu R$ 53 milhões da Ribbit, também investidora do Nubank. A startup tem seis meses de mercado, 15 companhias clientes e quer chegar a cem até o final do ano.

ADDI

A plataforma de pagamentos parcelados sem cartão de crédito criada na Colômbia recebeu US$ 35 milhões em investimento e US$ 30 milhões em crédito (R$ 340 milhões no total) em operação liderada pela Union Square Ventures, com participação de 8VC, Citius Capital, Endeavor Catalyst, The Marathon Fund, GGV partner Hans, Andreessen Horowitz, Foundation Capital, Monashees e Quona Capital.

A empresa chegou ao Brasil neste ano. Segundo ela, o serviço está disponível em 50 varejistas e integrado em plataformas de infraestrutura para comércio online como Vtex, Nuvemshop e WooCommerce.

Clara

Startup mexicana de gerenciamento de cartões de crédito corporativo e gastos de empresas captou US$ 30 milhões (R$ 156,6 milhões) com a DST Global, junto aos fundos Monashees, Kaszek Ventures, Avid Ventures e General Catalyst. A companhia prevê expansão para toda a América Latina.

Voltz

Empresa de motocicletas elétricas recebeu R$ 100 milhões, a maior parte da fintech Creditas e com participação de fundo de capital de risco do Grupo Ultra. A companhia vai usar os recursos para instalar uma fábrica na Zona Franca de Manaus, desenvolver novos modelos e abrir lojas-conceito.

Lilly Estética

A rede de clínicas de estética que oferece serviços por assinatura no interior de São Paulo captou R$ 35 milhões com fundo da gestora Igah Ventures. Também anunciou a chegada da atriz Paola Oliveira ao quadro societário.

CargOn

A startup que trabalha com gerenciamento da logística de indústrias, agronegócio e transportadoras recebeu R$ 2,5 milhões da Viasoft.

A companhia diz contar com 50 mil cadastros de motoristas para fazer fretes em sua plataforma e lançou recentemente seguro de vida para caminhoneiros que usam sua plataforma.

Justo

Nova seguradora que planeja lançar seguros para automóveis que dão desconto a bons condutores a partir de dados extraídos de seus smartphones obteve R$ 15 milhões em investimento do fundo Kaszek com participação da Big Bets.

Brisa Robótica

Empresa que desenvolve tecnologia para automatizar veículos usados na indústria recebeu R$ 1,2 milhão em investimento do Fundo Anjo, gerido pela DOMO Invest e participação da Urca Angels.