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Vacina contra Covid-19: veja quanto o Brasil e o mundo já investiram

Marcus Couto e Luiz Anversa
·5 minuto de leitura
Vacina da COVID-19. (Foto: Aditya Irawan/NurPhoto via Getty Images)
Vacina da COVID-19. (Foto: Aditya Irawan/NurPhoto via Getty Images)

A pandemia do novo coronavírus atingiu o mundo como um “desastre anunciado” – há anos pesquisadores e especialistas no assunto avisavam que novas cepas de vírus letais e altamente transmissíveis poderiam tomar o planeta de assalto, especialmente em uma sociedade super globalizada e conectada.

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O desequilíbrio ecológico causado pela atividade predatória humana só colaborou com esse cenário desastroso.

Mesmo assim, a resposta precisou ser emergencial, principalmente na forma de uma das maiores e mais impressionantes operações de desenvolvimento biomédico que a humanidade já viu: a criação, em tempo recorde, das vacinas contra a Covid-19.

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Com a situação emergencial ficando clara na China no final de 2019, antes de o novo coronavírus se espalhar por todo o globo ao longo de 2020, as vacinas tiveram praticamente um ano apenas para serem aprovadas e administradas pela primeira vez, isso incluindo sucessivas fases de testes massivos com milhares de voluntários ao redor do mundo.

Nos Estados Unidos, em dezembro do ano passado, uma enfermeira de Nova York, na linha de frente do combate à doença, foi a primeira pessoa no país a receber a dose inicial do imunizante da multinacional Pfizer, que fechou contrato de mais de R$ 10 bilhões com o governo americano para a produção de mais de 600 milhões de doses.

O Brasil começou a vacinação em 17 de janeiro, em São Paulo. Uma enfermeira do Emílio Ribas foi a primeira no país a receber uma dose do imunizante - no caso, a Coronavac.

Essa verdadeira “operação de guerra mundial” teve seu custo alto: no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro assinou no final do ano passado uma Medida Provisória que abriu crédito extraordinário de R$ 20 bilhões em favor do Ministério da Saúde para vacinar a população, segundo informações da Agência Brasil.

Uma nova fábrica de vacinas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) a ser construída no Rio de Janeiro, para aumentar em quatro vezes a capacidade de produção de insumos no país, terá investimento total de R$ 3,4 bilhões, segundo a Agência Brasil.

E quanto foi gasto no desenvolvimento das principais vacinas até o momento?

O primeiro imunizante utilizado no Ocidente na guerra contra a Covid-19 foi a da Pfizer-Biontech - no caso, o Reino Unido largou na frente nessa corrida. Segundo o site Regulatory Affairs Professionals Society, que mapeia as vacinas contra a doença, o remédio dos dois laboratórios recebeu 749 milhões de dólares (R$ 3,96 bilhões) em investimentos iniciais.

Baseado no contrato com o governo dos EUA, a média do custo das duas doses do tratamento pela vacina da Pfizer é de 39 dólares (R$ 206). Segundo algumas expectativas de mercado, a Pfizer deve distribuir 1.3 bilhão de doses e vender R$ 74,2 bilhões em vacina contra a Covid em 2021.

Outra vacina vinda de um laboratório norte-americano é a da Moderna. Esse imunizante nasceu a partir de algumas parcerias entre o governo federal e entidades privadas. Essa união rendeu 955 milhões de dólares (R$ 5 bilhões) em investimentos para desenvolver o remédio.

A vacina da Moderna varia de 25 (R$ 132) a 37 dólares (R$ 196) a dose. A expectativa do mercado é que a empresa entregue de 500 milhões a 1 bilhão de doses neste ano.

As vacinas das quais o Brasil firmou convênio, por enquanto, são a Coronavac, parceria da Sinovac com o Butantan, e a da AstraZeneca/Oxford em conjunto com a Fiocruz.

O imunizante que já começou a ser distribuído e aplicado em São Paulo, recebeu investimentos da ordem de 515 milhões de dólares (R$ 2,7 bilhão de reais). A China deve comprar 300 milhões de doses neste ano. O Brasil deve adquirir 106 milhões de doses (60 milhões só em São Paulo). O estado paulista também planeja produzir aqui 100 milhões de doses anuais a partir de uma unidade a ser chefiada pelo Butantan. No mercado internacional, cada dose tem um custo médio de 10 dólares (R$ 53).

A vacina da AstraZeneca/Oxford foi financiada pela Warp Speed (parceria público-privada do governo dos EUA para acelerar o desenvolvimento, fabricação e distribuição de vacinas) e pela Autoridade Biomédica de Desenvolvimento e Pesquisa Avançada (também ligada ao governo dos EUA) a um custo de 1,2 bilhão de dólares (R$ 6,36 bilhões ). A expectativa é que 700 milhões de doses do imunizante sejam distribuídas pelo mundo somente no primeiro trimestre do ano. O remédio está cotado no mercado internacional a quatro dólares a dose (R$ 21), a mais barata até o momento.

Somente no desenvolvimento da vacina da AstraZeneca com a Universidade de Oxford, a partir de parceria com a Fiocruz, o governo brasileiro destinou mais de R$ 1,28 bilhão, segundo dados do Tribunal de Contas da União (TCU).

A vacina russa Sputnik V foi anunciada como a primeira registrada no mundo para o combate à pandemia. No entanto, o imunizante não divulgou dados sobre a Fase 3 de testes, o que levantou algumas dúvidas entre os especialistas. Países como Argentina, Venezuela e Paraguai, além da própria Rússia, já estão utilizando o medicamento na campanha. O Instituto Gamaleya e o Ministério da Saúde da Rússia não divulgaram o valor da pesquisa, mas no mercado internacional cada dose do medicamento está cotada a 10 dólares (R$ 53 reais).

Segundo autoridades do governo russo, a vacina teve o interesse de 50 países (incluindo o Brasil) e poderão produzidas 1,2 bilhão de doses.

Confira o ranking das vacinas por preço da dose e eficácia:

  • Pfizer/ Biontech - 39 dólares (R$ 206) - eficácia de 95%

  • Moderna - 25 (R$ 132) a 37 dólares (R$ 196) - eficácia de 94,5%

  • AstraZeneca/Oxford - quatro dólares (R$ 21) - eficácia de até 70%

  • Coronavac - 10 dólares (R$ 53) - eficácia de 50,4%

  • Sputnik V - 10 dólares (R$ 53 reais - eficácia de mais de 95%

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