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Opep+ rumo a um novo consenso apesar das críticas americanas

·3 minuto de leitura
(Arquivo) Campo de petróleo e gás de Zubair, na província iraquiana de Basora, em 2018 (AFP/Haidar Mohammed Ali)

Os 23 produtores de petróleo do grupo Opep+, divididos no começo do verão no hemisfério norte, encontraram um caminho de compromisso e, apesar da pressão americana, vão tentar respeitá-lo em uma nova cúpula na quarta-feira.

Embora as negociações tenham começado discretamente entre membros da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus dez aliados, "nenhuma decisão foi tomada", advertiu neste domingo o ministro do Petróleo do Kuwait, Mohammed al Fares, citado pela agência oficial Kuna, que assegura que "todas as opções" estão sobre a mesa.

Entre elas está a manutenção da política atual, que consiste em voltar a aumentar de forma muito progressiva a produção após os cortes drásticos do começo de 2020 para apoiar o mercado frente à pandemia do coronavírus.

Desde o começo de agosto, o cartel aumenta a produção mensalmente em 400.000 barris diários, com o objetivo final de voltar a distribuir os 5,4 milhões de barris diários que ainda deixa debaixo da terra.

A priori não se esperam surpresas na reunião após o confronto de julho, quando os Emirados Árabes Unidos mencionaram uma "injustiça", causando uma discórdia pública inédita com a Arábia Saudita.

A divergência acabou sendo resolvida em uma cúpula convocada de surpresa em 18 de julho.

Os Emirados, que defendiam um aumento da base de cálculo de sua cota de produção de petróleo cru, conseguiram seu objetivo: sua parte, assim como a de outros países (Iraque, Kuwait, Arábia Saudita e Rússia), foi ajustada para cima, uma revisão que entrará em vigor em maio de 2022.

O grupo também acordou "avaliar a evolução do mercado" em dezembro.

- Pressão americana -

Warren Patterson e Wenyu Yao, analistas do ING, "não preveem nenhuma mudança na política de produção do grupo", assim como vários de seus colegas.

Embora a Opep+ vá persistir em sua linha, continua a pressão dos Estados Unidos, que criticaram fortemente em 11 de agosto a estratégia do cartel.

Segundo o assessor americano de Segurança Nacional, Jake Sullivan, os 23 membros do cartel liderado pela Arábia Saudita e a Rússia não fazem "o suficiente" para aumentar a produção de petróleo, o que afeta a recuperação econômica e os preços.

"A alta dos custos da gasolina, se não for controlada, pode afetar a recuperação mundial em curso", considerou.

E acrescentou: "Embora a Opep+ tenha acordado há pouco aumentar a produção, esta não apagará os cortes que impôs durante a pandemia".

- Mercado nervoso -

Ao contrário dos consumidores americanos, o cartel pode estar satisfeito "com a recuperação muito rápida dos preços do petróleo na semana passada após as baixas da anterior", informaram os analistas do ING.

Os preços das duas referências de petróleo bruto de um lado e do outro do Atlântico, o Brent do Mar do Norte e o WTI americano, registraram na sexta-feira lucros semanais recorde para 2021, de mais de 10%, e eram cotadas no meio do dia desta segunda em cerca de 70 dólares o barril.

Mas o mercado continua nervoso e submetido a eventuais repiques pandêmicos ligados à variante delta da covid-19, como o que afetou a Índia no começo do ano e em menor medida a China no verão no hemisfério norte.

Os confinamentos e outras restrições à circulação de bens e pessoas são prejudiciais para a demanda de petróleo e têm incidência imediata nos preços do barril.

bp/anb/eb/eg/pc/mvv

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