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Opep+ poderia adiar próximo aumento da produção, diz Citigroup

·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Quase uma semana depois de a Casa Branca pedir à Opep+ para aumentar a produção de petróleo mais rapidamente, uma rota muito diferente pode estar nos planos do grupo.

Com os preços da commodity no nível mais baixo em três meses em meio ao aumento de casos de Covid-19 que esfria a demanda, o Citigroup e a consultoria Energy Aspects dizem que o cartel poderia suspender o próximo aumento de produção planejado. O grupo de 23 países liderado pela Arábia Saudita tem reunião agendada para 1º de setembro.

“A visão de que o crescimento chinês está desacelerando” domina os mercados globais de petróleo, disse Ed Morse, chefe de pesquisa de commodities do Citigroup. Se a Opep+ se reunisse hoje, “quase certamente optaria por suspender o aumento da oferta por pelo menos um mês”.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e parceiros estão repondo grandes volumes de barris retirados do mercado durante a pandemia, em cotas mensais de 400 mil barris por dia. Na semana passada, o governo Biden instou o grupo a acelerar a produção para frear os preços da gasolina nos Estados Unidos.

O mercado de petróleo reverteu a tendência no último mês. A variante do coronavírus se espalha pelo mundo, inclusive nas duas maiores economias, China e EUA. E interrompeu a recuperação do petróleo do colapso causado pela pandemia. Os preços em Londres caíram pela sexta sessão seguida na quinta-feira, o período mais longo de perdas em um ano e meio.

“A Arábia Saudita não vai gostar da ideia de que a Opep+ aumente a oferta mais rápido do que o planejado”, disse Amrita Sen, analista-chefe de petróleo da Energy Aspects. “No mínimo, devido à recente onda vendedora, Riade provavelmente está pensando se deve fazer uma pequena pausa nos próximos aumentos das cotas.”

Os delegados da Opep+, em conversas nos bastidores na quinta-feira, tinham opiniões divergentes sobre a necessidade e a praticidade de adiar o próximo aumento programado da produção. Nos últimos meses, membros como Rússia e Emirados Árabes Unidos estavam especialmente ansiosos para retomar as vendas para clientes.

Os preços podem se recuperar até a Opep+ se reunir, permitindo que a organização prossiga com seu plano original, disse Morse. Os estoques de petróleo dos EUA continuam a cair, e os sinais de desaceleração na China foram distorcidos pelas políticas do governo para refinarias e liberação de estoques estratégicos.

“Os fundamentos subjacentes permanecem bastante firmes”, disse Morse. “Também há boas evidências de que a economia da China está longe de estar tão fraca quanto muitas pessoas temem.”

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©2021 Bloomberg L.P.

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