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Opep+ deve fazer corte significativo da produção, diz pesquisa

Grant Smith, Jessica Summers e Saket Sundria

(Bloomberg) -- Com o impacto do coronavírus sobre a demanda por petróleo, a Opep e aliados devem fechar um acordo para um corte mais profundo da produção esta semana, segundo pesquisa da Bloomberg.

Em pesquisa global com 29 analistas, operadores e corretores, 27 esperam que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados anunciem novos cortes, com expectativa média de 750 mil barris por dia. O volume está um pouco acima do corte de 600 mil barris por dia recomendado pelo comitê técnico da organização em fevereiro.

A aliança de 23 países liderada pela Arábia Saudita e pela Rússia se reunirá em Viena na quinta e na sexta-feira com os preços do petróleo perto do nível mais baixo em mais de dois anos, já que o vírus paralisa as fábricas chinesas e ameaça uma recessão global.

Há várias semanas, sauditas têm pressionado a Opep+ a agir, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, tem sinalizado disposição em apoiá-los.

As previsões da pesquisa para o corte da oferta variaram entre 300 mil barris/dia e 1,5 milhão de barris/dia. Seria uma redução adicional em relação ao corte de 2,1 milhões de barris/dia que a organização concordou em dezembro.

A Opep+ costuma surpreender o mercado. Quando o grupo se reuniu pela última vez em dezembro, todos, exceto um dos 35 analistas, previam manutenção dos níveis de produção. Em vez disso, a organização anunciou um novo corte da oferta.

--Com a colaboração de Ann Koh, Sarah Chen, Sharon Cho e Serene Cheong.

Para contatar o editor responsável por esta notícia: Daniela Milanese, dmilanese@bloomberg.net

Repórteres da matéria original: Grant Smith em London, gsmith52@bloomberg.net;Jessica Summers em Nova York, jsummers24@bloomberg.net;Saket Sundria Singapore, ssundria@bloomberg.net

Para entrar em contato com os editores responsáveis: James Herron, jherron9@bloomberg.net, Christopher Sell

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