Mercado fechado
  • BOVESPA

    112.764,26
    +3.046,32 (+2,78%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    48.853,37
    +392,82 (+0,81%)
     
  • PETROLEO CRU

    91,88
    -2,46 (-2,61%)
     
  • OURO

    1.818,90
    +11,70 (+0,65%)
     
  • BTC-USD

    24.572,80
    -190,23 (-0,77%)
     
  • CMC Crypto 200

    574,64
    +3,36 (+0,59%)
     
  • S&P500

    4.280,15
    +72,88 (+1,73%)
     
  • DOW JONES

    33.761,05
    +424,38 (+1,27%)
     
  • FTSE

    7.500,89
    +34,98 (+0,47%)
     
  • HANG SENG

    20.175,62
    +93,19 (+0,46%)
     
  • NIKKEI

    28.546,98
    +727,65 (+2,62%)
     
  • NASDAQ

    13.580,00
    +268,75 (+2,02%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,2024
    -0,1213 (-2,28%)
     

Opep+ anuncia leve aumento na produção de petróleo, apesar da pressão dos EUA

O cartel do petróleo da Opep+ decidiu, nesta quarta-feira (3), aumentar levemente sua produção, apesar das negociações do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em meados de julho na Arábia Saudita, para tentar conter o aumento de seus preços.

Os representantes dos 13 membros da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus dez sócios concordaram em "aumentar a produção (...) em 100 mil barris diários no mês de setembro".

O número é bem abaixo dos meses anteriores, quando chegaram a em torno de 432 mil e 648 mil barris adicionais, segundo uma nota divulgada após uma videoconferência ministerial.

Os preços do petróleo subiram imediatamente, "para decepção do presidente dos EUA", disse à AFP Tamas Varga, analista da PVM Energy.

Edward Moya, da Oanda, referiu-se, ironicamente, ao "menor aumento na história da Opep+", que "pouco fará para superar a atual crise energética global".

"O governo Biden não ficará feliz", acrescentou, prevendo "um revés nas relações entre Estados Unidos e Arábia Saudita".

Outros especialistas, como Stephen Brennock, da PVM Energy, viram isso como "um movimento simbólico para apaziguar" Biden.

- Tentativas frustradas -

Os 23 membros do cartel deveriam decidir uma nova estratégia, em um momento em que os níveis de produção voltaram aos seus níveis anteriores à pandemia de coronavírus.

Em 2020, o grupo optou por deixar milhões de barris de petróleo no subsolo, para não inundar o mercado com petróleo bruto que não poderia absorver, devido a um colapso na demanda.

As discussões técnicas começaram por videoconferência no início da tarde em Viena, sede do cartel, e foram seguidas de uma reunião ministerial.

Biden se reuniu com o príncipe herdeiro saudita, Mohamed bin Salman, em meados de julho, para tentar convencê-lo a voltar a produzir em alta velocidade e, assim, impedir a disparada dos preços dos combustíveis.

Essa conversa forçou Biden a voltar atrás em sua promessa anterior de tratar o reino saudita como um Estado "pária", após o assassinato do jornalista Jamal Khashoggi em 2018.

A decisão da Opep+ mostra que ela continua unida e, de fato, atende aos interesses da Rússia, que são diametralmente opostos aos dos Estados Unidos.

Em seu comunicado à imprensa, o cartel do petróleo insiste na "importância de manter o consenso imprescindível para a coesão da aliança".

Na semana passada, o presidente francês, Emmanuel Macron, também conversou com o líder saudita, apesar dos protestos de grupos de direitos humanos. Nesse sentido, Macron defendeu o objetivo de "atenuar os efeitos da guerra da Ucrânia na Europa, Oriente Médio e no mundo".

No entanto, "é improvável que a Opep + anuncie um aumento significativo da produção, dados os crescentes temores de recessão" e a queda nos preços do petróleo desde o início de junho, diz Stephen Innes, sócio-gerente da SPI Asset Management.

emb/anb/abx/aoc/js/aa/tt

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos