Opep alerta para aumento da oferta de petróleo dos EUA

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) alertou que as expectativas de crescimento na oferta de petróleo de países que não fazem parte da organização, vista como essencial para atender à demanda mundial de petróleo no prazo, estavam sujeitas a um nível de risco elevado, particularmente nos EUA.

O forte aumento da produção dos EUA nos últimos anos, como resultado das tecnologias que tornaram possível liberar grandes reservas de petróleo presas em uma rocha de xisto, pegou muitos de surpresa.

Em seu mais recente relatório mensal do mercado de petróleo publicado hoje, o grupo diz que embora acredite que o boom de xisto nos EUA ajudará a aumentar a produção de petróleo em 520 mil barris por dia neste ano, tornando a nação a região com o maior crescimento de produção entre os países que não fazem parte da Opep, há também desafios futuros para a indústria. "Um nível elevado de risco está associado com as perspectivas de oferta de países que não fazem parte da Opep sobre fatores políticos, econômicos, de preço, clima, ambiente e geológicos", afirmou o relatório.

O grupo projeta que a produção dos EUA aumentará de 10,42 milhões de barris por dia no primeiro trimestre deste ano para 10,6 milhões de barris por dia no quarto trimestre. No geral, a Opep prevê que a oferta de países que não fazem parte da organização aumentará em 940 mil barris por dia neste ano, para 53,9 milhões de barris por dia, conduzida principalmente pelo crescimento nos EUA, Canadá, América Latina e ex-União Soviética. O grupo disse que espera que a demanda pelo petróleo produzido pela organização recuará em 300 mil barris por dia em 2013, na comparação com o ano passado.

A produção de petróleo dos membros do grupo atingiu seu nível mais baixo desde outubro no mês passado, à medida que os preços do petróleo de referência subiram para US$ 109,28 o barril, a média mensal mais alta desde setembro de 2012. O declínio da produção foi provocado pela queda da produção da Arábia Saudita, Nigéria e Argélia, mas foi compensado, no entanto, pelo aumento da produção da Angola. As informações são da Dow Jones.

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