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OPEP + adia até terça-feira decisão sobre nível de produção de fevereiro

Benoît PELEGRIN
·3 minuto de leitura
Um carro passa em frente à sede da OPEP em Viena, em 6 de março de 2020

Membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e seus parceiros do acordo OPEP + adiaram a decisão sobre o nível de produção de fevereiro para terça-feira, após três horas de discussões por videoconferência nesta segunda-feira(4).

A primeira cúpula ministerial do ano será retomada na terça-feira, às 14h30 GMT (11h30 de Brasília), disse à AFP uma fonte próxima à organização.

As discussões desta segunda-feira foram marcadas pela prudência saudita em relação à quantidade de petróleo que será lançada no mercado mundial no próximo mês.

Após um comitê de acompanhamento do acordo em vigor de redução de produção do grupo (JMMC) e inicialmente previsto para meados de dezembro, os membros da aliança iniciaram sua primeira cúpula ministerial do ano por videoconferência e depois de três horas de discussões, não chegaram a um acordo.

"Quero recomendar prudência (...) já que a demanda por combustíveis para o setor de transportes, especialmente na aviação, está particularmente frágil", disse o ministro saudita da Energia, Abdelaziz bin Salmán, durante entrevista coletiva pouco antes da reunião.

"Não vamos colocar em risco tudo o que fizemos por um benefício imediato, mas ilusório", acrescentou.

Esses comentários apontam para uma manutenção dos cortes atuais em fevereiro, posição de espera que muitos analistas atribuem ao líder do cartel há vários dias, e que contrasta com a frente liderada pela Rússia, mais favorável ao aumento da produção no próximo mês, de acordo com esses mesmos observadores.

- Primeira etapa -

O objetivo do clube de produtores reunido na OPEP + é, acima de tudo, ajustar a oferta do ouro negro a uma demanda devastada pela pandemia de covid-19 e cuja recuperação é incerta.

A frequência de suas reuniões tem se acelerado sob os efeitos da crise da saúde e seus danos sobre a economia mundial.

O último ciclo de encontros, entre 30 de novembro e 3 de dezembro, “abriu caminho para uma volta progressiva a dois milhões de barris por dia no mercado nos próximos meses, já que os países participantes estavam dispostos a se ajustar a esses níveis em razão das condições e da evolução do mercado", lembrou o secretário-geral da OPEP, Mohammed Barkindo, no domingo.

Essa estratégia resultou em uma primeira fase de 500 mil barris a mais por dia em janeiro e na promessa de uma reunião no início de cada mês dos treze integrantes do cartel, sob a liderança da Arábia Saudita, e seus dois aliados, liderados por Rússia, com o objetivo de decidir o volume de produção para o mês seguinte.

- Discordâncias -

Esse monitoramento ilustra a disposição do cartel em manter forte sua influência no mercado, mas também a gravidade da situação dos produtores de petróleo, para os quais, antes da crise sanitária, eram suficientes duas cúpulas anuais na sede do organização em Viena, Áustria.

Seus esforços para os cortes, difíceis para as finanças dos 20 países sujeitos a eles (Irã, Venezuela e Líbia estão isentos), cumpriram seu papel no ano passado ao reverter a queda vertiginosa dos preços do petróleo a números negativos para o referencial americano em abril pela primeira vez na história.

Além disso, não faltam divergências dentro do grupo, principalmente quanto ao cumprimento de cotas e a projeções mais ou menos otimistas quanto à recuperação da demanda do petróleo.

Em seu último relatório mensal, o cartel se mostrou prudente ao revisar para baixo a sede mundial da commodity em 2021.

Depois de alcançar níveis máximos em 10 meses no início da sessão de segunda-feira, os dois contratos de petróleo de referência perderam força logo após a cúpula começar, em torno de 1,5%, mas se mantinha em torno de 50 dólares o barril.

O cartel ratificou, ainda, a substituição do ministro do Petróleo argelino pelo angolano Diamantino Azevedo como presidente rotativo da OPEP.

bp/anb/bc/age/jc/mvv