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Opas registra recorde histórico de casos de dengue na América Latina

Trabalhadores municipais pulverizam contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, em um edifício residencial em Chacao, Caracas

A região da América Latina e do Caribe registra um recorde histórico de casos de dengue, com o maior número no Brasil, México, Nicarágua, Colômbia e Honduras, mas com maior incidência nos países da América Central, informou a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

A dengue, uma infecção viral transmitida por mosquitos que pode ser fatal, apresenta sintomas semelhantes aos da gripe e atualmente afeta principalmente crianças e adolescentes.

Até o final de outubro, mais de 2,7 milhões de casos de dengue haviam sido registrados na região, incluindo 22.127 casos graves e 1.206 mortes, de acordo com a última atualização epidemiológica da Opas, de 11 de novembro.

O número total de 2.733.635 casos de dengue até agora em 2019 está 13% acima do registrado em 2015, quando ocorreu a última epidemia dessa doença.

O Brasil aparece com o maior número de casos (2.070.170), seguido do México (213.822 casos), Nicarágua (157.573), Colômbia (106.066 casos) e Honduras (96.379 casos).

Mas quatro dos cinco países com as maiores taxas de incidência, que relacionam o número de casos por 100.000 habitantes, estão na América Central: Nicarágua (2.271), Belize (1.021), Honduras (955,5) e El Salvador (375).

O Brasil registrou 711,2 casos por 100.000 habitantes.

Dado o aumento dos casos de dengue e dengue grave, a Opas, escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), solicitou aos países que intensificassem a vigilância da doença, bem como o controle dos mosquitos que a transmitem.

“Dada a alta infestação por Aedes aegypti e a presença de Aedes albopictus na região, recomenda-se que medidas de prevenção e controle tenham como objetivo reduzir a densidade do vetor, com a aceitação e colaboração da população local”, indicou em seu boletim.

A dengue, típica das áreas tropicais e subtropicais, concentra-se principalmente nos países do sudeste da Ásia e do Pacífico Ocidental.

Porém, nos últimos anos, a incidência e a gravidade da doença aumentaram rapidamente na América Latina e no Caribe, segundo a OMS, que atribui o aumento mundial à urbanização, aos movimentos rápidos de pessoas e bens, às condições climáticas favoráveis e à falta de pessoal capacitado.