Mercado fechado
  • BOVESPA

    129.441,03
    -634,97 (-0,49%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.286,46
    +400,16 (+0,79%)
     
  • PETROLEO CRU

    71,00
    +0,09 (+0,13%)
     
  • OURO

    1.876,80
    -2,80 (-0,15%)
     
  • BTC-USD

    38.768,14
    +2.998,92 (+8,38%)
     
  • CMC Crypto 200

    924,19
    -17,62 (-1,87%)
     
  • S&P500

    4.247,44
    +8,26 (+0,19%)
     
  • DOW JONES

    34.479,60
    +13,40 (+0,04%)
     
  • FTSE

    7.134,06
    +45,88 (+0,65%)
     
  • HANG SENG

    28.842,13
    +103,23 (+0,36%)
     
  • NIKKEI

    28.948,73
    -9,87 (-0,03%)
     
  • NASDAQ

    14.018,50
    +24,25 (+0,17%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,1933
    +0,0007 (+0,01%)
     

Opas diz que processo para enviar vacinas anticovid à Venezuela está em andamento

·2 minuto de leitura
Adultos idosos recebem a primeira dose da vacina russa Sputnik-V contra a covid-19 como parte de uma segunda fase na campanha de vacinação da Venezuela, em 29 de maio de 2021

A Organização Pan-americana da Saúde (Opas), escritório das Américas da Organização Mundial da Saúde (OMS), informou nesta quarta-feira (9) que o processo para que o mecanismo Covax envie vacinas anticovid à Venezuela está em andamento, apesar de desestimar que as doses estejam disponíveis em breve.

"Os processos para que o mecanismo Covax receba vacinas, ou disponibilize vacinas para a Venezuela, estão em andamento", afirmou Ciro Ugarte, diretor de Emergências em Saúde da Opas.

No entanto, disse que a Opas não tem confirmação de que a Venezuela tenha anulado sua dívida.

"Até este momento, não temos confirmação de que o pagamento foi concluído. Ainda há um saldo de 10 milhões" de dólares, disse Ugarte.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, denunciou no domingo a demora nas entregas do Covax, um mecanismo liderado pela OMS e outras entidades que busca garantir um acesso igualitário às vacinas contra a covid-19.

A Venezuela, que segundo Maduro já pagou os 120 milhões de dólares exigidos para receber as doses do Covax, tinha reservadas no início de fevereiro entre 1,4 milhão e 2,4 milhões de imunizantes do laboratório anglo-sueco AstraZeneca.

Mas o governo de Maduro rejeitou a vacina devido a "relatórios técnicos" sobre seus efeitos colaterais.

Ugarte disse que "o tipo de vacina e a quantidade" que a Venezuela receberá pelo Covax "serão anunciados nas próximas semanas".

"Quando essas vacinas estiverem disponíveis, a Venezuela, conforme o acordo que tem atualmente, decidirá se essa vacina que está disponível é a que vai aceitar ou não e na quantidade que corresponde", disse.

Ugarte destacou que há preocupação sobre a necessidade de garantir vacinas anticovid à Venezuela com rapidez.

"Não acredito que essas vacinas estarão disponíveis muito em breve", disse. "Esperamos que a decisão do mecanismo Covax seja favorável para a população venezuelana".

O governo de Maduro quer receber por meio do Covax a vacina da farmacêutica americana Johnson & Johnson, de dose única e que não exige refrigeração extrema, mas isso dependerá de sua disponibilidade, afirmou a Opas.

A Venezuela, com aproximadamente 30 milhões de habitantes, vive desde março uma virulenta segunda onda da pandemia que saturou os centros de saúde.

Segundo o governo, 11% da população já foi vacinada, mas não há dados públicos sobre a quantidade de doses aplicadas.

A Venezuela recebeu até o momento a vacina russa Sputnik V e a chinesa do laboratório Sinopharm, e participa de ensaios de outra candidata da Rússia, a EpiVac Corona.

ad/ll/aa/mvv